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Manuel Beninger

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domingo, 26 de maio de 2013

PORTUGUESES CONQUISTARAM CEUTA HÁ 600 ANOS


No próximo dia 21 de agosto, passam precisamente 600 anos sobre a data da tomada de Ceuta. A expedição foi comandada pessoalmente pelo próprio rei D. João I que se fez acompanhar dos seus filhos, os príncipes D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique.
O cargo de governador da praça de Ceuta foi então atribuído a D. Pedro de Meneses, neto de D. João Afonso Telo de Meneses que foi o primeiro Conde de Ourém. Conta-se que, tendo-se apresentado ao soberano com um pau a que chamavam de “aleo” que era então usado no “jogo da choca”, um jogo bastante popular semelhante ao hóquei no qual uma pedra fazia as vezes da bola. E, tendo D. João I lhe perguntado se era suficientemente forte para tomar o cargo de governador de Ceuta assegurando a sua defesa, lhe terá respondido: “Senhor, este pau basta-me para defender Ceuta de todos os seus inimigos”.
A título de curiosidade, a cidade de Vila Real de que D. Pedro de Meneses veio a ser feito Conde, ostenta no seu brasão a palavra “Aleu”, tendo a mesma origem numa lenda que descreve uma situação algo semelhante à descrita, também ocorrida com o rei D. João I.
Em 1640, Ceuta não aclamou o rei D. João IV, tendo a partir de 1645 ficado sob soberania espanhola, a qual foi em 1668 reconhecida através do Tratado de Lisboa que colocou fim à guerra da Restauração. Não obstante, decidiu manter os símbolos portugueses, concretamente a bandeira gironada de oito peças de negro e prata, semelhante à da cidade de Lisboa de onde partiu a esquadra que tomou Ceuta e, ao centro, as armas do Reino de Portugal usadas à época.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ceuta foi conquistada há 596 anos

Bandeira actual da Cidade Autónoma (espanhola) de Ceuta

A Conquista de Ceuta, cidade islâmica no Norte de África, por tropas portuguesas sob o comando de João I de Portugal, deu-se a 22 de Agosto de 1415.

As causas e origens da conquista de Ceuta não são hoje suficientemente claras: uma das razões, a Causa Bélica, teria sido a oportunidade dos infantes (D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique) serem armados cavaleiros por um feito de guerra. Outra, a Causa Religiosa, defendida por historiadores como Joaquim Bensaúde (1859-1951), viram na figura do infante D. Henrique um símbolo do espírito de cruzada, defendendo ter havido na génese da expansão um zelo religioso; Outra, a Causa Política, talvez a ameaça castelhana constante sobre a cidade, defendida por historiadores como Jaime Cortesão (1884-1960), que realçava o desejo da antecipação a Castela na expansão para o norte de África. Estes motivos não são incompatíveis com a Causa Económica, defendida por António Sérgio (1883-1969) e, mais recentemente, Vitorino Magalhães Godinho: Ceuta era uma cidade rica e teriam sido levados pela burguesia comercial, que queria canalizar para Lisboa o tráfego do Mediterrâneo ocidental feito por aquela cidade. Para se informar de todos os pormenores da cidade, D. João I enviou à Sicília dois embaixadores com o pretexto de pedirem a mão da rainha para o infante D. Pedro; estes na passagem colheram todas as informações sobre Ceuta.

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