Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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domingo, 13 de outubro de 2013

Grupo Coral "Os Amigos de Cante e de Alvito" cantam para SAR D. Duarte, Duque de Bragança


Grupo Coral "Os Amigos de Cante e de Alvito" cantam para S.A.R. Dom Duarte, Duque de Bragança, e para a população de Beja.
Fonte: Real Associação do Baixo Alentejo

sábado, 12 de outubro de 2013

Visita de SAR o Duque de Bragança ao Expositor "Vidigueira, Cidade do Vinho"

Fonte: Real Associação do Baixo Alentejo

“Ignorância e preconceito” prejudicam causa real

É o regime republicano, ele próprio, “uma das principais causas” da crise “económica e moral” que Portugal atravessa, isto porque os chefes de Estado emanam da classe política e, como tal, “dificilmente serão aceites como árbitros imparciais”. A crença é de Dom Duarte Pio de Bragança, o homem que estaria hoje sentado no trono português, caso o regime cujo 103.º aniversário se celebrou há dias não tivesse vingado. Um Rei sem coroa que ouvimos em entrevista a pretexto da sua visita a Beja, para apadrinhar mais uma Festa Azul, a decorrer ainda entre hoje e amanhã, sábado, no castelo da cidade, com organização a cargo da Real Associação do Baixo Alentejo. 
Texto Carla Ferreira


Mais de um século depois da implantação da República, que lugar ocupa a causa monárquica no nosso país? 
Actualmente o movimento monárquico que eu reconheço é constituído pela Causa Real representada pelas Reais Associações em todas as províncias ou distritos e junto de algumas comunidades portuguesas no estrangeiro. Conta com cerca de 10 mil associados de todas as origens sociais e económicas e com opiniões políticas muito diversificadas, nomeadamente a nível partidário. Segundo as sondagens de opinião, nos últimos anos a percentagem de portugueses que prefeririam ter um rei a um presidente da república como chefe de Estado variam entre 29 por cento e 40 por cento.


Quem são e que objectivos perseguem os seus defensores, concretamente no Baixo Alentejo, onde nos encontramos?  
Como disse, os partidários do Rei como Chefe de Estado têm opiniões políticas diversas. A Real Associação do Baixo Alentejo tem trabalhado para o esclarecimento desta opção política mas também na defesa da identidade cultural e do conhecimento da história do Alentejo. Também se tem envolvido em iniciativas concretas de apoio a algumas obras de assistência social e caritativas.


Visita Beja, novamente a pretexto da Festa Azul, organizada pela Real Associação do Baixo Alentejo. Como acolhe esta iniciativa?  
É uma excelente ocasião para reencontrar os monárquicos e simpatizantes da região, e de rever esta tão bela e tão simpática cidade.


Em tempos de grande desencanto com a classe política republicana, parece-lhe que há condições para um aumento de adeptos de um regime monárquico, como alternativa? 
Há muitas pessoas que têm dificuldade em encarar as alternativas políticas de modo lógico e lúcido, porque vivem agarradas a preconceitos, tradições familiares e informações erradas que receberam na escola quanto ao que seria uma monarquia actual. Em vez de olharem para as actuais Monarquias na Europa e no mundo, imaginam um regresso ao século XIX ou mesmo à Idade Média. A ignorância e o preconceito são o grande obstáculo para muitas pessoas perceberem que uma das principais causas da nossa situação económica e moral deriva do próprio sistema republicano onde os chefes de Estado fazem parte da chamada “classe política” e, por isso, dificilmente serão aceites como “árbitros imparciais”.


Mesmo no contexto de uma democracia moderna, continua a defender a linhagem, ao invés da eleição? 
As monarquias contemporâneas consideram que têm governos republicanos e chefia de Estado real, ou seja, o poder político deriva da eleição e o chefe de Estado é independente dos poderes económicos e políticos. No entanto, tanto os povos quanto os parlamentos têm o poder de recusar o rei, por referendo, ou alterar a Constituição e estabelecer uma chefia de Estado republicana. Só em repúblicas pouco democráticas, como a nossa, a Constituição impede que o povo escolha o seu futuro…


A casa real espanhola tem estado, como nunca, sob a mira dos seus súbditos, que pela primeira vez estão a questionar-se quanto a aspetos da vida pessoal e financeira dos seus membros, até agora inatacáveis. Como vê a perda de popularidade desta monarquia “irmã”? 
É, obviamente, preocupante a situação espanhola, porque o Rei não conseguiu controlar as actividades do seu genro e parece que os seus assessores financeiros também terão cometido falhas quanto à sua situação fiscal. Não acredito que o rei tivesse acompanhado pessoalmente estes assuntos. Parece óbvio, no entanto, que os independentistas catalães e bascos preferem uma república para facilitar os seus objectivos políticos. Acredito que a juventude e popularidade dos príncipes Filipe e Letícia possam reverter esta situação perante a opinião pública. No entanto, os espanhóis não se esquecem que o Rei dedicou a sua vida a Espanha, evitando graves conflitos internos, além de dar prestígio internacional ao país. Graças à monarquia, a transição da ditadura para a democracia realizou-se em poucos meses, sem perturbações políticas e económicas. 


Até que ponto foi essa transição em Portugal prejudicada pela ausência de um Rei? 
A república portuguesa demorou vários anos a realizar essa transição e, no processo, destruiu boa parte da nossa economia, provocou centenas de milhares de mortos e gravíssimas destruições económicas nas então províncias ultramarinas, cujos povos sofreram guerras civis durante anos para além da ocupação de Timor cujo povo sofreu um genocídio. Isto foi o fruto da terceira revolução republicana em Portugal, a de 1974, de longe a mais mortífera e destruidora da nossa história. Desde a guerra civil que opôs os liberais democratas (e o seu exército de mercenários ingleses) ao governo tradicionalista e conservador da época, que o povo português não vivia uma alteração tão radical. No Alentejo a vitória liberal teve como consequência imediata a extinção das ordens religiosas, o confisco das suas propriedades, e a sua transformação em latifúndios, que frequentemente passaram a propriedade de capitalistas lisboetas… A obra cultural e social dos mosteiros e conventos extintos ainda não é devidamente reconhecida, assim como as consequências da sua destruição.


Bilac e Zambujo dão música à Festa Azul 
Arrancou ontem, simbolicamente no castelo de Beja, mais uma edição da Festa Azul, organizada pela Real Associação do Baixo Alentejo e com o apoio do Instituto Politécnico de Beja. O evento, que propõe para hoje, sexta-feira, a Noite Azul (festa com dress code azul) e um espetáculo com Olavo Bilac, tem também um pendor de solidariedade social ao fazer reverter parte das receitas obtidas a favor da Caritas e dos alunos carenciados do IPBeja. Amanhã, sábado, o encontro encerra com um concerto pelo fadista bejense António Zambujo.
Diário do Alentejo, 12 de Outubro de 2013 / Maria Menezes

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ARRANCOU A FESTA AZUL EM BEJA, PARTICIPE!

Conferência "Em Português nos Entendemos", ESE IP Beja
Abertura da Festa Azul
Exposição de Pintura e Escultura
Palácio do Governador, Castelo de Beja
SAR D. Duarte, Duque de Bragança, Mestre António Inverno, pintor Sidney Cerqueira
Kiki Lima brinda SAR D. Duarte, Duque de Bragança, com música de Cabo Verde.

Fonte: Real Associação do Baixo Alentejo / João Távora

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FESTA AZUL, NOS DIAS 10, 11 e 12 DESTE MÊS, EM BEJA



O Castelo de Beja recebe nos dias 10, 11 e 12 deste mês, a II Festa Azul 2013, organizada pela Real Associação do Baixo Alentejo, com o apoio do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja).António Zambujo e Olavo Bilac são os protagonistas dos espectáculos.
Trata-se de uma realização que tem como objectivos apoiar o trabalho solidário da Cáritas Diocesana e os alunos carenciados do IPBeja.
José Gaspar, da Real Associação do Baixo Alentejo, explicou os objectivos daquela realização, destacando a divulgação do ideal monárquico, como ideia de futuro, as vertentes cultural, social e solidária da Associação, assim como a conferência de abertura do evento, marcada para o dia 10, subordinada ao tema: “Em português nos entendemos” e que vai contar, entre outras, com as presenças de Rui Moreira, de um membro do Governo, a divulgar brevemente, e que vai ser moderada por João Távora.
Do programa cultural, José Gaspar evidenciou o facto, do mesmo estar pensado para atrair também o público jovem e chamou a atenção para o preço simbólico dos espectáculos de sábado e domingo, recordando o objectivo solidário dos valores a cobrar.
Quanto a expectativas, José Gaspar tem as melhores e disse mesmo acreditar que o evento vai receber muita gente.
No recinto do Castelo de Beja onde se realiza a II Festa Azul 2013 vai estar também um banco alimentar, para quem quiser contribuir com alimentos, que depois serão encaminhados para a Cáritas.
António Zambujo e Olavo Bilac são os protagonistas dos espectáculos desta festa solidária, organizada pela Real Associação do Baixo Alentejo, em conjunto com diversas entidades do concelho e distrito de Beja, entra elas o Município de Vidigueira, Cidade do Vinho 2013, de quem D. Duarte de Brangança é um dos embaixadores.