Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Revista Point de Vue dedica um artigo à infanta Maria Adelaide de Bragança

A revista Point de Vue dedica um artigo à infanta Maria Adelaide de Portugal, que morreu a 24 de fevereiro com 100 anos. As fotos ilustram as imagens da tia do duque de Bragança no dia em que foi condecorada pelo Presidente da República com a comenda da Ordem do Mérito Civil, a 31 de janeiro.
A infanta, que foi a última neta do rei D. Miguel de Portugal a morrer, tinha seis filhos, 21 netos e sete bisnetos. Viveu duas guerras mundiais e foi presa e condenada à morte duas vezes pelos nazis, tendo sido salva por Salazar. A sua biografia pode ser lida no livro “A Infanta Rebelde” de Raquel Ochoa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Desafios cruzados: por Dr.º Carlos Aguiar Gomes

1.       Em 1999, milhares de refugiados de Timor-Leste (cerca de 250 000) procuraram refúgio, por medo das forças pró-Indonésias, em Timor Ocidental. Entre estes refugiados contavam-se 4 000 crianças das quais mais de 1 000 nunca mais foram libertadas e entregues às suas famílias. Apesar dos apelos internacionais, estas crianças encontram-se alojadas em internatos islâmicos e estão a ser forçadas à conversão ao islamismo (cf. Agência Fides/InfoCatólica – 8.2.2012). Este caso é mais um exemplo violento da perseguição aos cristãos contemporâneos. È um gravíssimo atentado aos Direitos Humanos fundamentais. É uma agressão terrível aos direitos dos Pais de educarem os filhos de acordo com os seus valores. O Círculo “Shahbaz Bhatti denuncia esta situação e faz-se eco das pressões e apelos que tem sido feitos a nível mundial. Não nos podemos calar. O nosso silêncio torna-se cúmplice deste atentado à liberdade religiosa, por isso, devemos expressar a nossa indignação e exigir a libertação daquelas crianças e a sua entrega aos pais a quem foram roubadas.

2.       «Os cristãos perseguidos são tão queridos como a pupila dos nossos olhos. Na primeira linha, são o testemunho vivo da fidelidade de Cristo à qual respondem generosamente por uma ligação sem quebra. Os cristãos de França têm tanto a receber do seu exemplo e da sua coragem. Também, deveremos fazer o máximo para os ajudar e defender face às ideologias religiosas e ateias que os ameaçam em tantos lugares do globo: Iraque, Egipto, Líbano, Coreia do Norte, Síria, Paquistão, Vietname, Nigéria, Sudão… Se soubermos apoiá-los, poderemos igualmente permanecer fiéis á nossa fé nos nossos países de velha cristandade. Que a nossa oração e a nossa acção não parem já que decorrem da civilização do amor (…). O Crux ave, spes única»
(Mons. Aillet, Bispo de Bayonne – Lescar - Oleron  – França,  5.2.2012, apoiando  uma  velada de oração pelos  cristãos  perseguidos, em  Paris  –  8.2.2012)

3.       A Câmara de Paredes de Coura, cuja actividade acompanho muito atentamente (e aplaudo!) tem tomado medidas muito positivas a favor das políticas da vida e da família. Todos os incentivos que valorizam estes aspectos, promovem o futuro e dão esperança.
Sinal de esperança, também, seria atribuir a um dos novos arruamentos da sede do concelho o nome relativo à celebração anual do DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA – 15 de Maio. Há várias cidades e vilas que já tomaram esta iniciativa. Aqui fica o apelo/sugestão. Deus queira que seja concretizado.

4.       A 24 de Fevereiro morreu, com 100 anos, a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança, neta do Rei D.Miguel. Senhora fabulosa. Perseguida por comunistas e nazis. Condenada à morte por causa da Liberdade. Com Salazar tinha uma relação de gratidão, por causa da Lei do Banimento ter sido abrogada, mas não gostava do autocrata por causa da Liberdade e das Injustiças sociais. Raquel Ochoa publicou um livro sobre esta grande Senhora – “A Infanta Rebelde” – que vale a pena ler.

5.       O “Pai” da Genética contemporânea, Prof. Jérôme Lejeune está mais perto dos altares. O seu processo de canonização ficou pronto na diocese de Paris. De facto, Lejeune é a prova de que Ciência e Fé não se excluem.
Carlos Aguiar Gomes

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mosteiro dos Jerónimos: Missa de 7º Dia por alma da Senhora Infanta Dona Maria Adelaide

Cerca de 1000 pessoas estiveram ontem presentes no Mosteiro dos Jerónimos na Missa de 7º Dia por alma da Senhora Infanta Dona Maria Adelaide. Foi uma comovente cerimónia cheia de dignidade presidida pelo Revº Padre Pedro Quintela e concelebrada pelos Revºs Cónego João Seabra, Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, e Padre Miguel de Aguiar. Presente uma enorme representação da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém chefiada pelo seu Lugar Tenente Gonçalo de Figueiredo de Barros. Um magnifico coro, o mesmo que cantou a Missa do 100º Aniversário, abrilhantou a cerimónia.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"MAFALDA", A INTENSA VIDA DE UMA INFANTA DE BRAGANÇA

Livrou-se da morte por Salazar lhe ter concedido passaporte diplomático. Foi salva da deportação para a Sibéria por ter ajudado comunistas austríacos. Quando regressou a Portugal, deparou com o despovoamento intelectual da classe dirigente. Um exemplo da convivência difícil de monárquicos e católicos com o regime nos anos 50.Maria Adelaide de Bragança van Uden, neta do rei D. Miguel, morreu na sexta-feira, na Caparica. Tinha feito 100 anos a 31 de Janeiro.
Foi condecorada como Grande Oficial da Ordem de Mérito pelo Presidente da República, Cavaco Silva. Neta do rei Dom Miguel, tem uma história impar. Viveu e sofreu as duas guerras mundiais do século passado. Participou na resistência ao nazismo. Lançou inovadoras obras sociais em Porto Brandão, no início da industrialização da margem sul. "Mafalda" – nome de código na Resistência –, infanta de Bragança, foi protagonista de uma intensa vida.
"Ela nunca nos falou disso abertamente, só com a idade e com alguma pressão começou a falar, lá de vez em quando vai contando", diz Nuno van Uden, filho de Maria Adelaide de Bragança. "Disso" é o resumo de anos de risco. Correu-os seguindo o princípio de ultrapassar o temor: "Ter medo de ter medo." Na Áustria enfrentou a ocupação nazi. Com todas as consequências. Em 1944, com a sua irmã Maria Benedita foi presa e condenada à morte por ouvir a BBC. As pressões de Oliveira Salazar junto do Reich e a concessão de passaporte diplomático português salvaram-lhes a vida.
"Esteve detida durante mais de cinco meses", calcula o filho. Terão sido nove os meses de cativeiro. Então, na cela ao lado da prisão de Viena estava o conde Claus Schenk von Stauffenberg, que liderara o atentado falhado contra Hitler. "Tudo o que vi obrigou-me a empenhar-me a sério na Resistência", confirmou a Raquel Ochoa, autora da biografia A Infanta Rebelde (Oficina do Livro, 2011).
Nas mãos da Gestapo
Foi assim que passou a integrar a rede da organização O5. Se a entrada dos nazis em Viena e a anexação da Áustria, em 1938, impediram que concluísse o curso de Enfermagem no hospital de Rudolfinerhaus, a resistência ganhou um elemento determinado e corajoso. Uma activista católica formada em assistência social. "Cheguei a saber onde iam ser lançadas as armas para a nossa e outras organizações a que estava ligada", recordou no livro. Entre elas, entidades austríacas de apoio a judeus, britânicos e comunistas.
Dava apoio a clandestinos, organizava transportes de armas e alimentos que os ingleses lançavam. Tinha o nome de código "Mafalda", em homenagem a uma sua irmã já falecida. Perto do final da guerra é novamente detida pela Gestapo. No bolso de um militante comunista foi encontrado o seu número de telefone e, apesar de ter fugido da sua casa na localidade de Seebenstein, acaba por ser capturada em Viena. A repressão nazi encheu a prisão de resistentes, alguns dos quais passaram a estar detidos num hotel ocupado para este efeito pelos alemães. Foi aqui que viveu quatro meses de cárcere com inquietação e perplexidade. Não muito longe do quarto onde a encerraram estavam armazenados os registos dos militantes a eliminar pelas tropas alemãs.
"Estava muito interessada em que esta lista desaparecesse", refere no livro de Raquel Ochoa. "Por isso dei a indicação onde deveria cair a bomba." O bombardeamento foi certeiro. E a actividade de "Mafalda" ganha, assim, outros contornos, para além de resistente. A sua colaboração com os ingleses era estreita. "Há uma série de coisas que quem está na resistência tem de esquecer, porque nos interrogatórios pode ceder e pôr em causa a organização", explica Nuno van Uden. Aqui encontra a razão para que a sua mãe só de "vez em quando" se recorde deste passado. São fragmentos. Episódios. Longe de um relato.
A entrada das tropas do Exército Vermelho em Viena não lhe devolveu a liberdade. Por ser resistente não comunista e aristocrata, tinha a rota marcada: a deportação para a Sibéria. A tão desejada destruição dos arquivos nazis por uma bomba teleguiada pelas suas informações impedia, agora, a confirmação do motivo da sua prisão. No entanto, a explosão não destruíra todos os documentos. Por acaso e muita sorte, um oficial russo encontrou a ordem de prisão da Gestapo. Na ficha constavam as razões da detenção de "Mafalda": o seu relacionamento com um comunista. Dois dias antes de ser deportada, foi libertada. "Foi assim que me safei", relatou na sua biografia.Com a entrada das tropas aliadas em Viena, em liberdade numa cidade destruída, integrou as equipas da Cruz Vermelha Internacional que auxiliavam feridos e doentes. Nessa missão de enfermeira com curso inacabado, faltava-lhe a última cadeira, conheceu Nicolaas van Uden, um jovem estudante de Medicina holandês. Com ele se casou sem luxos de infanta.
A descoberta de Portugal
A África era o destino sonhado pelo casal. A Etiópia seria a primeira paragem de um percurso desejado para assistir as populações locais. Contudo, em 1948, pela primeira vez na sua vida, pisou solo português. Aterrou no aeroporto de Lisboa com o marido e dois filhos. Foi o fim do exílio. Acabam por instalar-se numa quinta em Murfacém, na Trafaria, que pertencera a Nuno Álvares Pereira.
Maria Adelaide de Bragança descobre o seu país. Um país pobre, de múltiplas carências. Visita as barracas de Porto Brandão, os galinheiros onde vivia a mão-de-obra nos primórdios da industrialização da margem sul. Cenários de muitas necessidades. De profunda miséria. Uma revelação que a incomoda. Lança uma obra social, à margem dos usos e costumes do regime. Com sentido prático e sem pose. Chamou-lhe Fundação Don Nuno Álvares Pereira. E descobre também o despovoamento intelectual do regime. Uma confrangedora falta de ideias e iniciativas para quem, nascida em 31 de Janeiro de 1912 em Saint-Jean-de-Luz, junto à fronteira hispano-francesa, sempre vivera na activa Europa central da primeira metade do século passado.
Agradecida a Salazar por a ter salvo das garras da Gestapo em 1944, vivia uma contradição pessoal. "Caiu-me muito mal saber que ele trouxe um oficial da Gestapo para ensinar a PIDE a reprimir os comunistas e todos os seus opositores", admite a Raquel Ochoa.
A sua perplexidade não é caso único entre monárquicos e católicos. "Nos anos 50, a frente política criada por Salazar começa a desfazer-se", refere o historiador Fernando Rosas. "Dessa frente faziam parte monárquicos, católicos e militares." Com o fim da II Guerra Mundial e o início das transformações económico-sociais do regime aparecem as contradições. Adelaide de Bragança anota-as na sua observação do quotidiano de dificuldades de quem ajuda em Porto Brandão. Afinal, a sua experiência na Europa central era de outras práticas sociais e de um desenvolvimento diferente.
"Como o país está a industrializar-se, tornou-se mais patente a injustiça da distribuição, à sensibilidade católica choca a pobreza", anota Fernando Rosas. A infanta não está apenas chocada. Nem reserva só para si as imagens que vê. Filma-as para despertar a consciência da gente da sociedade. São os tempos de outros "despertares" e do consumar de dissidências. "É o caso de Humberto Delgado, Norton de Matos e do padre Abel Varzim", exemplifica Rosas.
A aspiração de D. Duarte
O incómodo de Maria Adelaide tinha ainda outros motivos. Sendo neta de D. Miguel, portanto monárquica, via que o papel dos seus no regime de Oliveira Salazar não estava definido. "A política de Salazar jogou com monárquicos e republicanos, tentando reter o apoio dos monárquicos sem alienar os republicanos", refere o historiador Rui Ramos. Até porque, acrescenta, o ditador "não é monárquico nem republicano". Para ele, é indiferente a questão do regime que marcara o fim do século XIX e as primeiras duas décadas do século XX.A infanta também não desconhecia que uma hipotética restauração da monarquia não estava na agenda política do regime. Afinal, que o seu irmão Duarte nunca reinaria. "Salazar utilizou a divisão da família real entre miguelistas e constitucionalistas para conseguir o máximo consenso com o mínimo custo", alerta Ramos. E recorreu a um expediente tradicional, uma forma de controlo primária, mesmo grosseira mas eficaz. "Salazar teve sempre muito cuidado para que a família r eal não tivesse meios, de que nunca conseguisse ter autonomia financeira, pelo que não deixou que herdassem os bens de Don Manuel", acentua. Em síntese: queria a realeza "dependente e vulnerável".
Não era única a contradição pessoal de Maria Adelaide de Bragança com o regime salazarista: no seu agradecimento, enquanto "Mafalda", pela concessão do passaporte diplomático que a salvara do fuzilamento; na limitação das suas aspirações como infanta; no seu olhar crítico como cidadã. De algum modo, expressava a dúvida maiúscula de alguns sectores monárquicos. "Perguntavam-se se a melhor situação era estar ao abrigo do Estado Novo", explicita o historiador Rui Ramos. É quando no seio dos que apoiaram o regime aparecem as primeiras dúvidas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Morreu Maria Adelaide de Bragança van Uden, 100 anos, neta do Rei D. Miguel

Maria Adelaide de Bragança van Uden, 100 anos, neta do rei D. Miguel, morreu hoje na Caparica, disse à Lusa um dos seus filhos, que adiantou que as cerimónias fúnebres decorrerão "em ambiente familiar".
"Haverá, no entanto, missa de sétimo dia no Mosteiro dos Jerónimos, na próxima quinta-feira às 20:00", disse à Lusa Francisco de Bragança van Uden.
A infanta Maria Adelaide no passado dia 31 de janeiro, quando completou 100 anos, foi condecorada com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito Civil pelo Presidente da República, num jantar realizado em Lisboa em sua homenagem.
Maria Adelaide integrou a resistência austríaca aos nazis, esteve presa e veio viver para Portugal, onde criou a Fundação Nun’Álvares Pereira para apoio aos carenciados.
"É um exemplo de vida pela estatura moral", disse à agência Lusa Raquel Ochoa, autora de uma biografia da infanta editada em maio do ano passado.
Maria Adelaide de Bragança é tia do atual duque de Bragança, Duarte Pio de Bragança, filha do exilado D. Miguel, da linha dinástica banida de Portugal pela Convenção de Évora Monte, de 1834, após a derrota do rei D. Miguel, o absoluto, pelas tropas liberais que apoiavam o irmão, D. Pedro IV, que proclamou a independência do Brasil, e sua filha, D. Maria II.
Referindo-se à atividade de Maria Adelaide como resistente aos nazis, na Áustria, Raquel Ochoa considerou que é “um ato heróico, mas quando questionada sobre a questão, D.Maria Adelaide apenas afirma que foi uma reação natural com algo com que não concordava. Era-lhe impossível viver num mundo assim”.
“A resistência era como respirar, perante a educação que tinha tido e os ideais que tinha. Não resistir é que era uma violência contra ela mesma. Resistir era um ato natural”, explicou a biógrafa.
Maria Adelaide foi detida pelas tropas nazis, tendo sido salva de fuzilamento “in extremis” após várias diligências de António Oliveira Salazar, então presidente do Conselho de Ministros, que se indignou por terem prendido uma infanta portuguesa.
A autora sublinhou que Maria Adelaide de Bragança van Uden “teve outros atos heróicos”, referindo o seu trabalho “como assistente social em prol das populações desfavorecidas” na margem sul do Tejo, desenvolvido de “forma discreta”.
“Ela [Maria Adelaide] percebeu que através da discrição não era notada nem perseguida, além de, por educação, não gostar de fazer alarde do que faz. Há zero de gabarolice nesta família, o que é a antítese da sociedade em que vivemos”, disse.
Esta ação social foi feita no âmbito da Fundação Nun'Álvares Pereira que se diluiu após o 25 de abril de 1974.
Referindo-se à posição da infanta ao regime que antecedeu a revolução de 1974, Raquel Ochoa afirmou que “reconheceu Salazar como quem pôs em ordem as contas do Estado, mas insurgiu-se sempre contra os métodos usados”.
Na obra, intitulada “D. Maria Adelaide de Bragança. A Infanta Rebelde”, com chancela da Oficina do Livro, Duarte Pio de Bragança diz no prefácio que a tia é “um exemplo”.
Maria Adelaide nasceu em Saint Jean de Luz, França, a 31 de janeiro de 1912, tendo sido padrinhos a rainha D. Amélia e o rei D. Manuel II, já no exílio.
Em 1949, com 37 anos, Maria Adelaide de Bragança fixou residência na Costa de Caparica.

In Memoriam Dona Maria Adelaide de Bragança

Tudo o que se possa dizer da Senhora Infanta Dona Maria Adelaide é muito pouco. Quem com ela teve o privilégio de conviver ao longo de mais de cinquenta anos sabe da sua humildade mas também da sua enorme grandeza, da sua generosidade e entrega aos mais desfavorecidos, da sua Fé inabalável, do seu sentido de liberdade e de justiça, da dedicação sem limites à Família Real e à sua família mais restrita, do seu apoio aos jovens que se iniciavam no caminho da defesa da Coroa, da sua simplicidade mas também do saber e não deixar esquecer quem era e de onde vinha.
A minha sentida homenagem e as minhas orações.
João Mattos E Silva
Como podem ler nestas palavras escritas por Sua Alteza a Senhora Infanta, era um Mulher de Fé, não tinha medo de morrer.

" A morte é uma transição, é como se fosse ao Brasil ou à Indonésia, se eu fosse à Austrália durante 5 anos era muito mais longe.
A Minha fé facilita muito o fim da vida, porque o caminho é claro.
Se morrer hoje eu sei concretamente qual é o meu futuro.
A questão de se ter duvidas é a dificuldade de não se saber bem o que é que vai acontecer.
Ter fé facilita muito o fim da vida"
( SAS A Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança no dia dos seus 100 anos)

Faleceu SAS a Senhora Infanta Dona Adelaide de Bragança!


Faleceu hoje, aos 100 anos, esta grande senhora. Neta do nosso Rei D. Miguel I. Trabalhou como enfermeira e, durante a II guerra mundial deu assistência aos feridos na Áustria, onde fosse necessário, e juntou-se à resistência contra a Gestapo. Foi condenada à morte. Viveu por intervenção de Salazar e foi refugiada para junto de seu Irmão D. Duarte Nuno. Voltou a Portugal em 1949 e passou a dar assistências aos Pobres da margem sul. A 31 de Janeiro deste ano completou uns bonitos 100 anos de vida sendo condecorada com a Medalha da Ordem do Mérito. Uma grande senhora que nos deixa hoje. Que descanse em paz.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

INFANTA PRESA PELOS NAZIS FEZ 100 ANOS

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Revista VIP de 14 de Fevereiro de 2012

Fonte - BRFP

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

UM SÉCULO DE COMBATES DA NETA DO REI DOM MIGUEL I



Correio da Manhã de 05 de Fevereiro de 2011
(Clique nas imagens para ampliar)
Fonte: BFRP -

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

S.A.S. Dona Adelaide de Bragança, Infanta de Portugal

Entrevista a S.A.S. Dona Adelaide de Bragança, Infanta de Portugal, pela RTP, no dia em que completou 100 anos.

SAS a Infanta ADELAIDE DE BRAGANÇA, tia de SAR Dom Duarte de Bragança e a única neta viva do rei D. MIGUEL, faz hoje 100 anos

" A morte é uma transição, é como se fosse ao Brasil ou à Indonésia, se eu fosse à Austrália durante 5 anos era muito mais longe.
A Minha fé facilita muito o fim da vida, porque o caminho é claro.
Se morrer hoje eu sei concretamente qual é o meu futuro.
A questão de se ter duvidas é a dificuldade de não se saber bem o que é que vai acontecer.
Ter fé facilita muito o fim da vida"

( SAS A Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança no dia dos seus 100 anos)

 O Senhor Embaixador Pinto da França condecorando em nome do Senhor Presidente da Republica a Senhora Infanta
O Discurso do Senhor Embaixador António Pinto da França, representante do Senhor Presidente da Republica
 
É conhecida como a infanta rebelde. Nasceu há 100 anos em St. Jean de Luz, em França, filha de D. Miguel de Bragança e da princesa Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg. A infanta, a pessoa mais velha da família Bragança, vai ser hoje homenageada e distinguida com a medalha da Ordem de Mérito Civil.
A infanta Adelaide de Bragança van Uden, viúva do médico holandês Nicolaas van Uden, é tia paterna do duque de Bragança e a única neta viva do rei D. Miguel I de Portugal.
Com o título de Sua Alteza Sereníssima, a infanta pautou a sua vida pelo serviço e o amor ao próximo. Viveu duas guerras mundiais e participou ativamente na resistência nazi. Foi presa e condenada à morte por fuzilamento.Salazar interveio em seu auxílio e reclamou a sua libertação. Criou a Fundação D. Nuno Álvares Pereira para prestar apoio a mães carenciadas.
A vida da princesa é contada no livro "A Infanta Rebelde" de Raquel Ochoa, editado pela Oficina do Livro.
Fonte: VIP

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SAS Dona Maria Adelaide faz hoje 100 anos


A Madre Teresa de Portugal é viva e é Princesa de sangue e espírito

O chefe de Estado assinou o despacho que confere a Ordem de Mérito a Maria Adelaide Manuela Amélia Micaela Rafaela de Bragança, neta do nosso Rei Dom Miguel I e Infanta de Portugal. Resistente ao nazismo, que a condenou à morte por haver acolhido em sua casa muitas pessoas perseguidas pela Gestapo, foi salva in extremis graças à intervenção do Professor Salazar. Depois, dedicou décadas à promoção da ciência e da investigação médica, antes de se consagrar, até limites inumanos de entrega, aos pobres e excluídos. Foi uma mãe para milhares de crianças: recolheu-as das ruas, vestiu-as, alimentou-as, educou-as; em suma, foi assistente social, foi enfermeira, foi cozinheira, foi lavadeira e o apoio moral e espiritual para quantos, condenados pela insensibilidade à rua e à vagabundagem, se tornaram homens e mulheres decentes. São estas as pessoas, de actos e não só de palavras, que salvam a humanidade. São estas pessoas que merecem subir aos altares dos que crêem e aos pedestais daqueles que não crêem. A Infanta Dona Adelaide, cujo aniversário centenário se celebra no próximo dia 31 é merecedora da nossa humilde e insignificante gratidão. Será, talvez, a mais importante portuguesa viva. Ao pé dela, milhões de misseiros e água-benteiros não passam de caricaturas. A Infanta é, exactamente, a Imitação de Cristo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

100 ANOS DE SAS A SENHORA DONA MARIA ADELAIDE DE BRAGANÇA

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012, 18:30 
Igreja do Bom Sucesso, Rua Bartolomeu Dias, 53 Pedrouços

PROGRAMA :
- 18h45m Igreja do Bom Sucesso Missa de Acção de Graças presidida pelo Senhor Bispo de Beja

- 20h15m - Jantar de Homenagem no Centro Cultural de Belém

Inscrições: Envio de comprovativo de Transferência bancária para o NIB 0007 0023 0057 6270 00796 para o seguinte endereço de e-mail : commenda.ccb@cerger.com até ao dia 27 de Janeiro às 12.00h mencionando o nome das pessoas a que correspondem.
Informações : 213 627 527 ou 92 597 98 36
ATENÇÃO : Face à limitação do espaço será respeitada a ordem de inscrição
PREÇO DO JANTAR : 20,00 €
Para mais informações: Aqui