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Manuel Beninger

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sábado, 8 de dezembro de 2012

PPM vai interpelar Governo Regional sobre a redução de efetivos na Base das Lajes


Numa nota informativa enviada aos órgãos de Comunicação social, o parlamentar monárquico justifica a decisão com a intenção das forças norte-americanas de "reduzir de forma drástica o seu dispositivo militar e o contingente laboral português na Base das Lajes".
"O parlamento e o Governo Regional devem participar de forma empenhada no processo negocial em curso, nomeadamente no âmbito da salvaguarda dos interesses específicos da região nesta matéria", insistiu Paulo Estêvão.
De acordo com a nota do PPM, a interpelação ao Governo Regional sobre o processo negocial na Base das Lajes irá decorrer "impreterivelmente" no próximo plenário do parlamento açoriano, agendado para janeiro de 2013.
A diminuição de trabalhadores na Base das Lajes tem motivado preocupações entre todos partidos no arquipélago.
O embaixador norte-americano em Lisboa, Allan Katz, disse recentemente que a redução de forças na Base das Lajes só vai ocorrer no verão de 2014 e que os Estados Unidos estão a tentar encontrar investimentos que limitem o impacto na economia regional.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Reuniões entre Governo Regional e partidos sobre redução da presença militar dos Estados Unidos


O secretário regional da Presidência, André Bradford, adiantou ontem, antes de arrancar com um dia de reuniões com os partidos com assento na Assembleia Legislativa dos Açores (ALRA), ter como meta no processo relativo à redução da presença militar norte-americana na Base das Lajes o "menor impacto possível na economia e na realidade social".
"O objetivo principal é que aquilo que se anuncia tenha o menor impacto possível na economia e na realidade social onde a base está inserida, em particular na ilha Terceira", afirmou.
Paulo Estêvão, líder da representação parlamentar do PPM, adiantou a DI ter-lhe sido comunicado que os Estados Unidos da América preparam uma redução "bastante significativa" do contingente militar nas Lajes, mas alertou para o que considerou ser um "bluff".
"A questão da redução das despesas militares pelos EUA prende-se com motivos de política interna, financeiros e eleitorais, mas o que não aceitamos é que os norte-americanos tentem desvalorizar o valor geoestratégico das Lajes na sua projeção de força. O Médio Oriente está instável, bem como os países do norte de África. Temos a questão da Síria, o problema nuclear no Irão. Neste cenário, as Lajes são essenciais", frisou o deputado.
Na opinião de Paulo Estêvão, os Estados Unidos estão a tentar fazer "bluff" para "diminuir o preço".
Quanto à questão da consequente redução da força laboral portuguesa que uma quebra na presença militar dos EUA trará, Paulo Estêvão defende que o atual número de trabalhadores portugueses nas Lajes é "inegociável".
"É a única real contrapartida que a Região tem da presença dos EUA nas Lajes. A partir do momento em que haja uma redução, em que os norte-americanos queiram estar nas Lajes de graça, deixaremos de apoiar essa presença", sustentou.

Diário Insular

quinta-feira, 1 de março de 2012

Base das Lajes: PPM preocupado com redução de postos de trabalhos portugueses

PPM manifestou hoje preocupação com a eventual redução de postos de trabalho portugueses no Destacamento da Força Aérea dos EUA que está instalado na Base das Lajes, na Terceira, Açores.
Paulo Estêvão, líder regional do PPM, considerou "inaceitável" a eventual diminuição da "quota de trabalhadores" portugueses na Base das Lajes, atualmente cerca de 750.
"Diminuir ainda mais a mão-de-obra é tirar o interesse que nós temos em manter uma base norte-americana nos Açores", afirmou, acrescentando que pretende ainda que seja esclarecido se foi Portugal ou os EUA quem despoletou o processo negocial para revisão do acordo da Base das Lajes.