Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
sábado, 24 de agosto de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Fátima Campos Ferreira Entrevista Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
"Dá que pensar" por Miguel Esteves Cardoso
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
O não-dr. Relvas; por Miguel Esteves Cardoso
sábado, 24 de março de 2012
A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O grande Gonçalo

Nas "Caras da semana" do PÚBLICO de domingo o perdedor era David Cameron, por ter ficado, à Salazar, "orgulhosamente só" na União Europeia. A ganhadora foi Angela Merkel, uma política e pessoa muito mais inteligente, generosa e europeia do que se pensa, por causa do preconceito anti-alemão que já não faz sentido nem tem onde se concentrar, a não ser nas antigas aventuras do Major Alvega.
Ao lado da fotografia da Angela (com o guê duro, sem qualquer gemido angélico) estava a cara do maior amigo de Portugal (território, paisagem, natureza) e dos portugueses (tradição, cultura, nacionalidade) dos séculos XX e, até agora, do século XXI: Gonçalo Ribeiro Telles. Disse o PÚBLICO com admirável juízo que a homenagem, na Gulbenkian, "cujos jardins cresceram sobre a sua marca", foi "justíssima". Contou como "Mário Soares falou da sua empatia com o monárquico, sendo ele republicano; António Barreto disse que ele 'realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos - fez jardins'; e Eduardo Lourenço chamou-lhe 'jardineiro de Deus'". Tenho a sorte de ser amigo do Gonçalo e a sorte é mais doce por partilhá-la com tantas pessoas. É um sábio encantador, amistoso e entusiasta. Os adjectivos são atraentes mas o único substantivo é o que tudo vale. Toda a gente gosta dele, como ele gosta de toda a gente e de toda a terra. Mas ele não é um jardineiro. É um filósofo político e ecológico - o maior e mais original que Portugal já teve. E há-de ter sempre.
Miguel Esteves Cardoso, in Público 13-12-2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Prendas de Natal. Para me darem, ou aos outros

Já aqui tinha dito que o Miguel Esteves Cardoso em 1987 tinha razão sobre o que dizia da Europa - ontem ele próprio o veio afirmar, na sua habitual coluna no Público. Também ontem, o Diogo Freitas do Amaral, na SIC, referiu-se ao PPM da altura de Ribeiro Telles como "o pequeno partido que tinha sempre razão sobre as coisas e que não tendo votos, mesmo assim, conseguia convencer os outros partidos". Na verdade, o PPM conseguiu ser pioneiro de todas as verdades consensuais que hoje existem na política portuguesa relativamente à ecologia, à organização das cidades e à importância da agricultura. Ficou a razão, muita, e o proveito, pouco.
Na sessão de homenagem a Ribeiro Telles, em que Freitas do Amaral proferiu estas palavras, outro dos oradores foi Miguel Sousa Tavares. A determinada altura, prendeu-me a atenção com uma frase: "todos estamos a agradecer ao Gonçalo, mas todos nós, portugueses, devemos-lhe é um pedido de desculpas". A tónica manteve-se, Ribeiro Telles, e por consequência o seu PPM, tiveram quase sempre razão antes do tempo.
Nota-se agora que não foi só nas questões ambientais que o PPM teve razão. Realmente, quando o MEC foi candidato ao Parlamento Europeu, por duas vezes, também a visão de uma Europa que nos ia levar ao fim quase total da nossa soberania se revelou como um certeiro presságio. Hoje aqui estamos, com os olhos postos num eixo Franco-Alemão que nos garante quase tudo, menos a nossa existência enquanto estado, país e cultura independente.
Este livro, que aconselho vivamente para o Natal, é um conjunto de crónicas do MEC no "O Independente", as quais ele apelidou de "As minhas aventuras na república portuguesa". Aqui narram-se as duas candidaturas ao Parlamento Europeu e as duas respectivas derrotas tangenciais, fala-se também de amores, amizades, vícios e de uma unidade europeia que era vista com desconfiança. Merece ser lido e relido.
Hoje, como há umas décadas, faz-nos falta um "PPM" com aquela craveira intelectual e aquele pensamento à frente do seu tempo - certamente que daria um excelente contributo a esta AD que nos governa, na minha opinião bem, pelo menos dentro do possível nesta conjectura.
Fonte: Forte Apache
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
CUI BONO? por Miguel de Esteves Cardoso

Em 1987, quando me candidatei, com o PPM, ao Parlamento Europeu, perdemos. Por pouco. Resta-nos a ácida praga de termos previsto, tal como a maioria da população portuguesa, que iríamos perder a nossa independência nacional, política e económica. E que isto – não surpreendentemente – não seria bom.
Dobrámos a nossa dependência de sempre, em troca de um federalismo de meia-tigela, em que os países ricos e poderosos da União Europeia passaram a mandar nos mais pobres e fracos, emprestando-lhes dinheiro a juros bons, sem ter qualquer responsabilidade por eles.
Percebe-o o turista português que vai a Paris, Londres ou Roma. Ganha metade, nos mesmos euros, do que ganham os colegas franceses, britânicos ou italianos. Mas lá, para mais, é tudo duas ou três vezes mais caro. Portugal, que é caro para nós, é mais barato para eles, não por termos a mesma moeda, mas porque eles ganham mais do que nós e cobram-nos mais do que nós cobramos.
O euro é bom para quem exporta. Portugal exporta pouco. A Alemanha exporta muito. Os BMW e Mercedes são mais baratos para nós do que eram antes. Mas continuamos a ter de trabalhar muito mais para pagá-los.
Os países ricos da UE querem emprestar-nos dinheiro para podermos pagar-lhes o que lhes devemos. Recuperando o dracma, o punt, o escudo, a peseta e a lira, nada nos impede de considerá-los, oficialmente (como faziam os antigos países de Leste), equivalentes a um euro.
Vira-se o feitiço contra o feiticeiro.
Fonte: Público
Caro MEC
Permita-me trata-lo assim.
Está na altura de aceitar mais um desafio na sua vida e regressar à vida política activa portuguesa. São nestes momentos difíceis em que o país atravessa, como o foi nesses tempos de 87, que se vê quem é quem. O PPM está, como esteve no passado, de portas “escaqueiradas” para o receber.
Cá o espero. Seja bem vindo.
Manuel Beninger


