Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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sábado, 24 de agosto de 2013

A IMONARQUIA


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Miguel Esteves Cardoso no seu melhor. Grande Monárquico!

domingo, 19 de maio de 2013

Fátima Campos Ferreira Entrevista Miguel Esteves Cardoso


09 Mai 2013

Miguel Esteves Cardoso.

A grande entrevista na televisão.
O País, a Vida e o Amor...
O pensamento brilhante e sublime de um dos maiores cronistas portugueses.

O pensamento brilhante e sublime de um dos maiores cronistas portugueses.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Dá que pensar" por Miguel Esteves Cardoso

«Na Europa, cada manifestação "do orgulho Gay" contou, em média, com 100.000 pessoas. Cada manifestação Contra a Corrupção teve, em média, cerca de 2.500 pessoas! Estatisticamente, fica provado que há mais gente a lutar pelo direito de levar no rabo, do que lutar para não ser enrabado.»

terça-feira, 24 de julho de 2012

O não-dr. Relvas; por Miguel Esteves Cardoso

Por várias razões, a licenciatura em Ciência Políticade Miguel Relvas não me faz chorar nem rir: é mais como entrar em coma. Os estudos políticos não são uma ciência. Toda a gente sabe isso, incluindo os pobres esperançosos que ainda acreditam que, um dia, possa ser, como a economia, uma "ciência sorumbática" - outra dismal science, na expressão de Carlyle.
Mas o não-dr. Relvas não tirou curso nenhum. Por muito mau que seja o curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona (UL) se o o não-dr. Relvas o tivesse tirado, não só seria dr. Relvas, como seria, com certeza, menos ignorante.
Ao licenciá-lo, a UL, de uma só cabeçada, faz pouco do ensino superior, da ciência política, do Curso de Ciência Política na UL, das licenciaturas da UL e de todos os que já se licenciaram e vão licenciar-se na UL.
É como se uma zebra se apresentasse a uma universidade, como zebra, com experiência de zebra, para ter direito a ser licenciado como zoólogo. É confundir o ser o que ele é com quem estuda o que ele faz.
Por muito legal que seja, a equivalência insulta a licenciatura universitária: estudar é estudar livros e autores, num ambiente de estudo, sob a orientação de professores. A UL fez, como dizem os americanos, cocó no local onde come.
É um incitamento a não estudar, a ir para a vida e vir buscar o canudo quando der jeito. O não-dr. Relvas, entre outros, foi beneficiário - e vítima - disso.
Coitado; não aprendeu.

sábado, 24 de março de 2012

A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta...

Para abrir o apetite aqui vos deixo um excerto da entrevista de Pedro Mexia a Miguel Esteves Cardoso hoje publicada na Revista do Expresso. 

(…) Pedro Mexia - Ao mesmo tempo que há essa dimensão quotidiana, também há um lado mais ideológico: a fundação Atlântica, o prefácio a um livro de Teixeira de Pascoaes e a monarquia. O prefácio ao livro de Pascoaes sobre Portugal é uma verdadeira carta de amor.

Miguel Esteves Cardoso – Portugal é um país especial, os portugueses são especiais. Há aqui qualquer coisa de muito bom, qualquer coisa que merecia ser acarinhada e guardada, a nossa maneira de ser, a nossa boa educação. (…) Já desisti há muito tempo de lutar pelos princípios. Fiz a minha tentativa, as pessoas têm o direito quando são novas, fazem jornais, fazem uma tentativa de editora, tentam mudar a cultura do país, mas a partir dos trinta, trinta e tal, pronto. Tinha princípios, como restaurar a monarquia, tinha sonhos políticos para Portugal, mas abandonei-os completamente.

Pedro Mexia – Parece haver uma ligação entre esse amor por Portugal e o ideário monárquico.

Miguel Esteves Cardoso – Há. A República é uma coisa terrivelmente francesa, mal contada, imposta.

Pedro Mexia – Como chegou à monarquia?

Miguel Esteves Cardoso –  Eu nunca cheguei foi à República. Comecei pelo D. Afonso Henriques e fui por aí adiante. Eles é que fizeram a alteração, não fui eu.

Pedro Mexia – Mas do ponto de vista das convicções pessoais…

Miguel Esteves Cardoso – Conhece o D. Duarte? Uma coisa se nota, quando se fala com ele, é a maneira como se preocupa, mesmo, com toda a gente, com tudo o que faz parte de Portugal. Não há nenhuma noção de sectarismo. É uma pessoa obrigada a uma responsabilidade, recebeu esse legado e tem de tomar conta, saber as coisas. Isso é muito impressionante, não é para glória dele, é uma continuação.

Expresso Revista 24 de Março 2012

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O grande Gonçalo

Nas "Caras da semana" do PÚBLICO de domingo o perdedor era David Cameron, por ter ficado, à Salazar, "orgulhosamente só" na União Europeia. A ganhadora foi Angela Merkel, uma política e pessoa muito mais inteligente, generosa e europeia do que se pensa, por causa do preconceito anti-alemão que já não faz sentido nem tem onde se concentrar, a não ser nas antigas aventuras do Major Alvega.

Ao lado da fotografia da Angela (com o guê duro, sem qualquer gemido angélico) estava a cara do maior amigo de Portugal (território, paisagem, natureza) e dos portugueses (tradição, cultura, nacionalidade) dos séculos XX e, até agora, do século XXI: Gonçalo Ribeiro Telles. Disse o PÚBLICO com admirável juízo que a homenagem, na Gulbenkian, "cujos jardins cresceram sobre a sua marca", foi "justíssima". Contou como "Mário Soares falou da sua empatia com o monárquico, sendo ele republicano; António Barreto disse que ele 'realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos - fez jardins'; e Eduardo Lourenço chamou-lhe 'jardineiro de Deus'". Tenho a sorte de ser amigo do Gonçalo e a sorte é mais doce por partilhá-la com tantas pessoas. É um sábio encantador, amistoso e entusiasta. Os adjectivos são atraentes mas o único substantivo é o que tudo vale. Toda a gente gosta dele, como ele gosta de toda a gente e de toda a terra. Mas ele não é um jardineiro. É um filósofo político e ecológico - o maior e mais original que Portugal já teve. E há-de ter sempre.


Miguel Esteves Cardoso, in Público 13-12-2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Prendas de Natal. Para me darem, ou aos outros

Já aqui tinha dito que o Miguel Esteves Cardoso em 1987 tinha razão sobre o que dizia da Europa - ontem ele próprio o veio afirmar, na sua habitual coluna no Público. Também ontem, o Diogo Freitas do Amaral, na SIC, referiu-se ao PPM da altura de Ribeiro Telles como "o pequeno partido que tinha sempre razão sobre as coisas e que não tendo votos, mesmo assim, conseguia convencer os outros partidos". Na verdade, o PPM conseguiu ser pioneiro de todas as verdades consensuais que hoje existem na política portuguesa relativamente à ecologia, à organização das cidades e à importância da agricultura. Ficou a razão, muita, e o proveito, pouco.

Na sessão de homenagem a Ribeiro Telles, em que Freitas do Amaral proferiu estas palavras, outro dos oradores foi Miguel Sousa Tavares. A determinada altura, prendeu-me a atenção com uma frase: "todos estamos a agradecer ao Gonçalo, mas todos nós, portugueses, devemos-lhe é um pedido de desculpas". A tónica manteve-se, Ribeiro Telles, e por consequência o seu PPM, tiveram quase sempre razão antes do tempo.

Nota-se agora que não foi só nas questões ambientais que o PPM teve razão. Realmente, quando o MEC foi candidato ao Parlamento Europeu, por duas vezes, também a visão de uma Europa que nos ia levar ao fim quase total da nossa soberania se revelou como um certeiro presságio. Hoje aqui estamos, com os olhos postos num eixo Franco-Alemão que nos garante quase tudo, menos a nossa existência enquanto estado, país e cultura independente.

Este livro, que aconselho vivamente para o Natal, é um conjunto de crónicas do MEC no "O Independente", as quais ele apelidou de "As minhas aventuras na república portuguesa". Aqui narram-se as duas candidaturas ao Parlamento Europeu e as duas respectivas derrotas tangenciais, fala-se também de amores, amizades, vícios e de uma unidade europeia que era vista com desconfiança. Merece ser lido e relido.

Hoje, como há umas décadas, faz-nos falta um "PPM" com aquela craveira intelectual e aquele pensamento à frente do seu tempo - certamente que daria um excelente contributo a esta AD que nos governa, na minha opinião bem, pelo menos dentro do possível nesta conjectura.

Fonte: Forte Apache

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

CUI BONO? por Miguel de Esteves Cardoso

Em 1987, quando me candidatei, com o PPM, ao Parlamento Europeu, perdemos. Por pouco. Resta-nos a ácida praga de termos previsto, tal como a maioria da população portuguesa, que iríamos perder a nossa independência nacional, política e económica. E que isto – não surpreendentemente – não seria bom.

Dobrámos a nossa dependência de sempre, em troca de um federalismo de meia-tigela, em que os países ricos e poderosos da União Europeia passaram a mandar nos mais pobres e fracos, emprestando-lhes dinheiro a juros bons, sem ter qualquer responsabilidade por eles.

Percebe-o o turista português que vai a Paris, Londres ou Roma. Ganha metade, nos mesmos euros, do que ganham os colegas franceses, britânicos ou italianos. Mas lá, para mais, é tudo duas ou três vezes mais caro. Portugal, que é caro para nós, é mais barato para eles, não por termos a mesma moeda, mas porque eles ganham mais do que nós e cobram-nos mais do que nós cobramos.

O euro é bom para quem exporta. Portugal exporta pouco. A Alemanha exporta muito. Os BMW e Mercedes são mais baratos para nós do que eram antes. Mas continuamos a ter de trabalhar muito mais para pagá-los.

Os países ricos da UE querem emprestar-nos dinheiro para podermos pagar-lhes o que lhes devemos. Recuperando o dracma, o punt, o escudo, a peseta e a lira, nada nos impede de considerá-los, oficialmente (como faziam os antigos países de Leste), equivalentes a um euro.

Vira-se o feitiço contra o feiticeiro.

Fonte: Público

Caro MEC

Permita-me trata-lo assim.

Está na altura de aceitar mais um desafio na sua vida e regressar à vida política activa portuguesa. São nestes momentos difíceis em que o país atravessa, como o foi nesses tempos de 87, que se vê quem é quem. O PPM está, como esteve no passado, de portas “escaqueiradas” para o receber.

Cá o espero. Seja bem vindo.

Manuel Beninger