Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Um filho do povo preside à Real Associação do Ribatejo
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Visita do Vereador carioca Paulo Pinheiro a Braga (IV) - Reunião com os partidos políticos
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terça-feira, 20 de novembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
SAUDADE DE HENRIQUE BARRILARO RUAS
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Big brother monárquico bracarensis!


Prendas de Natal. Para me darem, ou aos outros

Já aqui tinha dito que o Miguel Esteves Cardoso em 1987 tinha razão sobre o que dizia da Europa - ontem ele próprio o veio afirmar, na sua habitual coluna no Público. Também ontem, o Diogo Freitas do Amaral, na SIC, referiu-se ao PPM da altura de Ribeiro Telles como "o pequeno partido que tinha sempre razão sobre as coisas e que não tendo votos, mesmo assim, conseguia convencer os outros partidos". Na verdade, o PPM conseguiu ser pioneiro de todas as verdades consensuais que hoje existem na política portuguesa relativamente à ecologia, à organização das cidades e à importância da agricultura. Ficou a razão, muita, e o proveito, pouco.
Na sessão de homenagem a Ribeiro Telles, em que Freitas do Amaral proferiu estas palavras, outro dos oradores foi Miguel Sousa Tavares. A determinada altura, prendeu-me a atenção com uma frase: "todos estamos a agradecer ao Gonçalo, mas todos nós, portugueses, devemos-lhe é um pedido de desculpas". A tónica manteve-se, Ribeiro Telles, e por consequência o seu PPM, tiveram quase sempre razão antes do tempo.
Nota-se agora que não foi só nas questões ambientais que o PPM teve razão. Realmente, quando o MEC foi candidato ao Parlamento Europeu, por duas vezes, também a visão de uma Europa que nos ia levar ao fim quase total da nossa soberania se revelou como um certeiro presságio. Hoje aqui estamos, com os olhos postos num eixo Franco-Alemão que nos garante quase tudo, menos a nossa existência enquanto estado, país e cultura independente.
Este livro, que aconselho vivamente para o Natal, é um conjunto de crónicas do MEC no "O Independente", as quais ele apelidou de "As minhas aventuras na república portuguesa". Aqui narram-se as duas candidaturas ao Parlamento Europeu e as duas respectivas derrotas tangenciais, fala-se também de amores, amizades, vícios e de uma unidade europeia que era vista com desconfiança. Merece ser lido e relido.
Hoje, como há umas décadas, faz-nos falta um "PPM" com aquela craveira intelectual e aquele pensamento à frente do seu tempo - certamente que daria um excelente contributo a esta AD que nos governa, na minha opinião bem, pelo menos dentro do possível nesta conjectura.
Fonte: Forte Apache
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
“Os governantes não conhecem o país”. Quem o diz é Gonçalo Ribeiro Telles
O arquitecto, político e professor é foi hoje homenageado em Lisboa.
Gonçalo Ribeiro Telles, 89 anos, considera que são muito pouco os governantes que conhecem bem o país. O arquitecto e político critica, em especial, o conhecimento que têm do mundo rural.
“Eu julgo que eles não conhecem bem o que é o problema do mundo rural. Tenho boa impressão [da ministra da Agricultura], não sei é se ela percorre o país. Não é percorrer o país de automóvel, é percorrer o país passo a passo. É preciso conhecer o país, conhecer a estrutura do país. A maior parte [dos governantes] não conhece o país, salvo honrosas excepções”, afirma o arquitecto paisagista em entrevista à Renascença.
Gonçalo Ribeiro Telles foi secretário de Estado do Ambiente de vários Governos provisórios, ministro da Qualidade de Vida e deputado. É monárquico - fundador do PPM - e um opositor do antigo regime. A ele se devem alguns dos diplomas fundamentais na área do ambiente e é um fervoroso defensor da união entre campo e cidade. É também um reconhecido arquitecto paisagista. Hoje, é homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian, que o classifica como "homem de serviço" – uma referência que aceita.
“Não sei ainda serviço a quê, mas julgo que praticar um serviço com boas intenções e com determinados objectivos que são os outros, que são o local onde nascemos, que são a memória que conhecemos, se isso é um serviço, gosto de ser um homem de serviço”, afirma à Renascença.
Na entrevista, o fundador do PPM aborda, ainda, a questão da eliminação dos feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro, medida de que discorda: “Tirar dois feriados, um feriado tem um valor extraordinário para a economia do país? E uma desflorestação como está a fazer, destruindo aldeias, a ocupação por urbanismo das melhores terras de cultura, isso não interessa? Isso não conta para a economia do país?”,
Ribeiro Telles remata o assunto com um conselho: “Tenham juízo. Tratem de coisas mais importantes em termos do quotidiano e deixem ficar os feriados. Por amor de Deus!”.
Fonte: RR



