Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Terra

Ribeiro Teles na sua essência. Acho que concordaria 100% com ele se tivesse a sua idade. Assim só concordo em parte.
Militei o PPM desde 28 de Setembro de 1974, data em que inscrevi na JMR (Juventude Monárquica Revolucionária, extrema esquerda para que se saiba), tinha 15 anos. As suas ideias (e do PPM) foram importantes para mim. Enquanto terminava o Liceu (não era esta m… das Escolas Secundárias), ganhei dinheiro mugindo vacas, plantando espinafres e morangos, enquanto os meus pais viviam na cidade. Com o dinheiro que ganhei estive 1 mês de Inter-Rail (sem dar notícias).
O meu guru foi de facto o João Camossa Saldanha, mais terrível. Era "anarco-comunalista".
Que giro!
Ribeiro Teles foi o primeiro a falar do campo sem ser atraso de vida (ainda hoje o é para muitos amigos meus), de ordenamento do território e daquilo a que chamo, economicisticamente, o valor económico da vida.
Na sua época foi mesmo revolucionário. Quem tiver ± 50 anos lembra-se do que todos consideravam o campo, e de como criticavam as casas isoladas e sem aquecimento, sem vida social (tipo jet-set).
Curiosamente comparo a sua vinda ao mundo (mediático) com o Pinto da Costa: Ribeiro Teles falou de coisas que ninguém estava para aí virado; Pinto da Costa falou do bairrismo do Porto e do orgulho de dizer Puarto (em vez de Porto). O seu discurso foi ao contrário, mas deu a volta ao FCP e conquistou adeptos onde eles não existiam.
A política é mais lenta. Hoje ninguém referencia Ribeiro Teles pelo que fez, mas foi idêntico. Talvez cedo de mais para muitos, mas tarde de mais para todos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Big brother monárquico bracarensis!


Atingimos a nossa primeira meta. Ultrapassar os 500 "olheiros" diários. Poucos, dirão muitos. Muito poucos dirão a maioria. Pois bem, para um partido, pequeno, onde muitos já tinham vaticinado o seu fim e feito o respectivo enterro, com carpideiras e foguetório, direi que é … Isso mesmo, é …

No dia 7 de Dezembro, atingimos os 653 curiosos. A todos esses agradeço. A todos esses dedico a minha "paixão".
Pretendo, como sempre desejei, nada impor partidariamente, assumir somente um palco de reflexão, onde se possa interiorizar novos conceitos e obter outros ângulos de visão para outras tantas abordagens.
Ribeiro Telles, ontem homenageado, era o meu “herói” enquanto pequeno. Abraçava as páginas de leitura do MEC. Barrilaro Ruas o meu mestre. Calava-me para ouvir o João, o Camossa. Deliciava-me com as histórias hilariantes dos “Menezes”, tanto do Amadeu como do Fernando. Aprender a ser irreverente como o Luís Coimbra. António Moniz Palme, com Vizela, fez-me acreditar quão importante era a defesa da causa pública.
Entre muitos outros, bravos e combativos, essa foi a minha “raiz” política.
Por mais inovadores que tenhamos sido em muitas áreas, pioneiros no ambiente, defensores das tradições portuguesas, preocupados com a agricultura e únicos, estatutariamente e programaticamente, na defesa da restauração da monarquia, sabemos tão bem como foram os resultados eleitorais durante décadas.

Continuo a mover-me por causas, por valores e por princípios. E assim será e assim continuará.
Bem hajam
MB