Mudar o regime Servir Portugal
Manuel Beninger
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sábado, 24 de novembro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
O Rendimento Máximo
Como posso ter algum respeito por quem fez e faz as leis que permitem este tipo (e muitos outros ainda mais graves) de situações. HÁ QUE FARTAR, VILANAGEM!!!!!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
«Ex-ministros das Obras Públicas trabalham agora em PPP»
Paulo Morais dá exemplos de Ferreira do Amaral e Jorge Coelho.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
A PIQUE - por Paulo Morais, Professor Universitário

A aquisição de submarinos por parte do Estado português aos alemães não é só um caso de corrupção. Representa a podridão na política e simboliza o estertor do sistema de justiça. O processo de compra inicia-se no governo de António Guterres, cujo ministro da Defesa era o advogado Rui Pena.
Conclui-se já no consulado de Durão Barroso, sendo então Paulo Portas o ministro com a tutela das Forças Armadas. Os processos de concurso e de aquisição foram opacos, as contrapartidas que os alemães deveriam dar ao Estado português não se concretizaram. Os portugueses foram lesados em muitos milhões. Neste crime, terão sido beneficiados particulares, advogados e os partidos políticos do arco do poder. A corrupção foi provada de forma inquestionável. Na Alemanha, há já condenados a cumprir penas de prisão por terem corrompido portugueses. Por um processo análogo, foi condenado e preso um ex--ministro grego. Mas em Portugal não há acusados, os processos adiam-se e prescrevem, documentos desaparecem misteriosamente. Os principais protagonistas parecem não querer que a Justiça actue. Barroso e Guterres, detentores de proeminentes cargos internacionais, não se incomodam por estarem ligados a tão obscuro processo. Paulo Portas, apesar de ferido na sua honorabilidade, é o representante máximo da diplomacia portuguesa, afectando a credibilidade do país no concerto internacional. Os secretário-geral do PSD de então, José Luís Arnaut, é hoje sócio do ministro que iniciou o processo e ambos se associaram ao actual presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, Matos Correia. Convenientemente, garante-se a inação do Parlamento.
Entretanto, a Justiça revela-se incompetente. Oscila entre arquivamentos incompreensíveis, a incapacidade de reunir documentos e a apatia total. Não poderia ser mais colaborante com os criminosos. Os procuradores deveriam, no mínimo, acompanhar a justiça alemã, mas nem isso conseguem. Do alemão para o português há problemas de tradução. E de tradição.
Este caso dos submarinos, sendo uma gravíssima questão de justiça, mais do que isso é um assunto de regime. Se deixar intocáveis os corruptos, se permitir este nível de impunidade na política, o regime afundar-se-á com os submarinos. A pique.

quarta-feira, 11 de julho de 2012
O parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise
Paulo Morais, ex-vice-presidente da CM do Porto e vice-presidente da ONG "Transparência e Integridade" diz que o parlamento é o grande centro da corrupção em Portugal e que a corrupção é a verdadeira causa da crise.
VERGONHA E MAIS VERGONHA NACIONAL.
Paulo Morais explica, neste vídeo,
- quem permite e pactua com todo o regabofe inconstitucional e promíscuo da politica em Portugal (Cavaco Silva e todos os outros PR)- dá alguns exemplos de quem o faz e como
- explica o que está na origem de toda crise.
- explica como ele tentou proteger os interesses dos portugueses tentando travar negócios ilegais na venda de imóveis quando tinha poder para isso, mas descobriu que mais tarde esses negócios foram aprovados por outros... mais uma vez não adianta a luta contra o saque.
- explica que não foram os portugueses que gastaram mal mas sim os políticos. Não perca este video, onde tudo se fica a saber.
Frases chave do video...
O parlamento é uma grande central de negócios.
Todos os deputados que tem poder e domínio na politica e economia estão no parlamento a fazer negócios.
As comissões parlamentares que deveriam defender os interesses dos portugueses defendem os seus negócios próprios.
O caso de Miguel Frasquilho que é deputado e acompanha a assistência financeira que está a ser dada a Portugal pela Troika, e ao mesmo tempo pertence a um grupo financeiro. O grupo Espírito santo.
Ou o caso do deputado Adolfo Mesquita Nunes, de manhã estão nos seus escritórios de advogados a fazer negócios e à tarde vão para o parlamento fiscalizar os seus próprios negócios. Este caso por exemplo está a tratar das privatizações e é ele que também as fiscaliza. Isto jamais pode ser sério.
Sempre que um português olha para o parlamento está na verdade a ver um escritório de advogados. E estão nos seus computadores a tratar dos seus negócios. Não é nada normal que um empresário seja deputado e esteja a fiscalizar a sua própria actividade.
Paulo Morais já falou com o presidente da comissão de ética, com a presidente do parlamento mas todos se preocupam e ninguém faz nada.
Paulo Morais já falou com o presidente da comissão de ética, com a presidente do parlamento mas todos se preocupam e ninguém faz nada.
O presidente da República é que devia intervir, pois é ele o responsável pelo regular funcionamento das instituições.... mas nada faz. É o único que tem esse direito, esse poder e esse dever.
O banco de Portugal é outra central de corrupção. Pois no seu conselho executivo tem pessoas da banca privada!!
Nos outros países normais e decentes são os bancos centrais que supervisionam a banca privada, em Portugal é o oposto. Pois a banca privada está dentro do próprio BdP a decidir sobre os interesses dos bancos privados. Como é o caso de Almerindo Marques, ligado ao BES e faz parte do conselho consultivo do BdP.
Ou ainda o caso de António de Sousa era a figura máxima na representação da banca privada e tinha também poder no BdP.
Na Suécia metade destas pessoas estariam presas só pelo conflito de interesses e promiscuidade.
Mesmo no assunto das PPP existem deputados no parlamento que fazem parte das empresas que lucram com as PPP.
Outro exemplo é a forma como legislam só possível em Portugal e África. Os advogados fabricam leis com buracos e erros e passam a vida a dar pareceres sobre leis que eles fizeram mal.
Por exemplo, um escândalo... o código da contratação pública foi feito pelo escritório do Dr Servulo Correia, e só em pareceres para explicar o código que ele próprio fez já facturou 7 milhões e meio de euros. Mas mais corrupto ainda é que estes escritórios intervém de forma inconstitucional no processo legislativo, executivo e judicial o que viola a lei da separação dos poderes, e o presidente continua a ignorar o seu trabalho.
CAVACO SILVA NÃO INTERVÉM! PORQUE SERÁ?O passado explica muita coisa...
Cavaco Silva tem dedicatória...
"O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de anos e anos de repressão policial, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam fugidos, transformou-se na maior inutidade do Portugal Democrático. Ainda assim, uma nulidade muito bem paga e que sai caríssima aos cofres do Estado."
terça-feira, 19 de junho de 2012
Maçãs podres
A promiscuidade é generalizada, os negócios privados são o quotidiano da actividade parlamentar
O parlamento português converteu-se no maior antro de tráfico de influências do país. São muitos os deputados que utilizam o cargo público para fins privados, ao serviço das empresas com que colaboram. Os conflitos de interesses são uma constante. Na comissão de acompanhamento do programa de assistência financeira ao estado português, têm assento deputados com interesses na Banca, na EDP e nos principais grupos beneficiários das medidas do programa que deveriam fiscalizar. Na agricultura, há parlamentares que tutelam a actividade do ministério que atribui subsídios às empresas de que eles próprios são gerentes. Até a comissão de avaliação das parcerias público-privadas incorpora deputados ligados ao sector imobiliário, parceiros de sector dos concessionários das PPP. A promiscuidade é generalizada, os negócios privados são o quotidiano da actividade parlamentar. Os campeões desta falta de vergonha são os advogados das grandes sociedades, que utilizam o parlamento como filial dos seus escritórios, consumindo a maior parte do seu tempo a resolver assuntos dos seus clientes. Por vezes, a sala das sessões mais parece um escritório de advogados ‘open space'.
De cada vez que alguém denuncia publicamente estas negociatas, logo se levanta um enorme coro de protestos. Em primeiro lugar, dos visados, que vêm defender que são tão sérios, que nem os conflitos de interesses os impedem de defender o povo. Não é crível. Pois, se assim fosse, esses deputados teriam forma fácil de o provar: promoviam a imediata suspensão dos pagamentos das PPP, reduziam drasticamente as rendas pagas à EDP, limitavam os privilégios atribuídos ao sector financeiro. E o povo agradeceria!
Um segundo tipo de lamúrias vem dos restantes deputados. Alegam que nem todos são vigaristas e portanto haveria que identificar apenas os culpados. Tentam desta forma generalizar a ideia de que todos são sérios.
Além de inverosímil, esta defesa parlamentar corporativa é perversa. Não combatendo o problema, contribui para a progressiva degradação da Assembleia da República. Não esqueçam, senhores deputados, que quando se misturam maçãs podres com maçãs boas, nunca são as podres que ficam boas...
Paulo Morais, Correio da Manhã

