Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Duque de Bragança: “A lei do aborto a pedido tem provocado um genocídio encorajado pelo Estado"


Para D. Duarte Pio, a baixa natalidade "compromete gravemente a sustentabilidade económica”
O Duque de Bragança apelou hoje aos responsáveis, “em qualquer quadrante político”, para que cheguem a “consensos com base numa ética do interesse nacional e do desinteresse pessoal e partidário”.
“No momento presente, Portugal encontra-se sob dependência de credores e burocratas estrangeiros, devido à irresponsabilidade de governantes que endividaram o País, gastando o que tínhamos em investimentos que não produziram riqueza mas que permitiram ganhos a um número reduzido de privilegiados e que lançaram muitos para o desemprego e pobreza”, lembrou Duarte Pio, na mensagem que assinala as comemorações do 1 de Dezembro.
No entanto, o Duque de Bragança salienta “o magnífico exemplo que os portugueses têm dado no campo da resistência à adversidade e na preocupação com os que precisam de apoio”.
D. Duarte Pio considera que a baixa natalidade em Portugal “compromete gravemente a sustentabilidade económica”. Para o Duque de Bragança, “a lei do aborto a pedido tem provocado um genocídio encorajado pelo Estado e pago com os nossos impostos”.
Enquanto no ano de 2012 nasceram menos de 90 mil crianças, nos últimos 5 anos foram mortas legalmente mais de 100 mil”, acrescentou. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

AMOR é a palavra que encontro para definir este HOMEM


Aborto e baptismo: a hipocrisia criticada por Francisco I

Parece que o novo Papa anda a partir a loiça protocolar do Vaticano. Isto atraiu a atenção dos jornalistas, mas os camaradas faziam bem em olhar para a loiça substantiva, loiça mesmo, que Bergoglio partia quando era apenas o Arcebispo de Buenos Aires. Por exemplo, Bergoglio criticava esta imensa hipocrisia : de manhã, a Igreja anti-aborto incita as jovens a assumirem a gravidez; à tarde, a mesma Igreja recusa baptizar as crianças que nascem fora do casamento. A imagem escolhida por Bergoglio fala por si: uma rapariga solteira e pobre resiste à tentação do aborto, tem a coragem para dar à luz, mas depois anda numa verdadeira peregrinação de paróquia em paróquia à procura de alguém para baptizar o seu filho; e esse alguém não aparece, a rapariga só encontra portas fechadas e narizes empinados. Bergoglio estava a falar para a Igreja argentina, mas julgo que o barrete é aplicável à Igreja em geral.
Bergoglio cunhou esta tremenda cara-de-pau de "gnosticismo farisaico". Se não sabem, ficam a saber que a palavra Fariseu e suas variantes são insultos sérios no mundo cristão; "és um ganda fariseu" é o topo da insultologia cristã. Ora, dentro dos seus poderes de chefão da Igreja das pampas, Bergoglio exigiu que o clero argentino parasse com esta hipocrisia, porque a Igreja não pode impedir que as pessoas encontrem o caminho da salvação só porque não preenchem três ou quatro alíneas dum qualquer código de conduta. Os sacramentos não podem ser elementos de chantagem.
Esta tomada de posição do novo Papa é de uma coragem tremenda. Põe em causa a hipocrisia de padres, bispos e de boa parte da comunidade católica. Põe em causa a própria hierarquia da Igreja que, por vezes, usa os sacramentos para impor um certo modelo fechado e penteadinho de família. E este fechamento é, segundo Bergoglio, a deturpação do espírito de Cristo. Jesus Cristo, de facto, nunca negaria abrigo a uma jovem pobre e com um filho nos braços. Vem na Bíblia.

No secular Subte de Buenos Aires.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Há um aborto em Portugal por cada cinco nascimentos


Em 2011, nasceram 96.856 bebés e houve 20.290 abortos. A taxa de natalidade voltou a descer e as interrupções de gravidez aumentaram.
No ano passado, registaram-se, em comparação com 2010, menos 4.525 nascimentos (dados do INE) e mais 730 interrupções de gravidez (Direção-Geral de Saúde). Os últimos números da DGS revelam também que aumentaram as mulheres que fizeram mais do que um aborto no mesmo ano. Em 2010, foram 362, em 2011 foram 464.
Senhor primeiro-ministro: NÃO ACHA QUE ESTÁ NA HORA DE REPENSAR AS POLÍTICAS DE SAÚDE PÚBLICA?

domingo, 13 de maio de 2012

Reclama-se novo referendo sobre o aborto


CONTRIBUIR COM OS MEUS IMPOSTOS PARA FINANCIAR CLÍNICAS DE ABORTO?

NÃO OBRIGADA

sábado, 21 de abril de 2012

Número de mulheres que repetem abortos tem aumentado

Cinco anos após a entrada em vigor da lei que descriminaliza a interrupção voluntária da gravidez, o aborto clandestino já é residual, mas o número de mulheres que recorrem ao hospital para abortar repetidas vezes tem vindo a aumentar.
A principal lacuna na lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG) é o facto de permitir que algumas mulheres recorram ao aborto reiteradamente, defendem vários especialistas, que apontam a necessidade de impor uma taxa ao aborto recorrente.
O presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), Miguel Oliveira e Silva, considera que a maior virtude da lei foi as mulheres deixarem de morrer por causa de um aborto, mas classifica de "vergonhoso" e "indesculpável" o facto do Ministério da Saúde não ter imposto uma taxa moderadora para o aborto recorrente.
O combate ao aborto clandestino foi um dos grandes objetivos desta lei, que conseguiu tornar esta realidade residual e sobretudo em gravidezes com mais de dez semanas.
Por este motivo, há especialistas que defendem o alargamento do prazo legal da IVG para as 11 semanas.
Para Luís Graça, que dirige o departamento de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, um prazo de onze semanas seria "mais confortável" para resolver problemas que se colocam com determinados tempos de gestação.
O problema, explica, é que se uma mulher com gestação de nove semanas e quatro dias tenta recorrer à IVG, já não é aceite, porque após o prazo de reflexão já terá ultrapassado as dez semanas, até às quais uma mulher pode interromper a gravidez.
O último estudo feito sobre o número de abortos em Portugal foi realizado pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) e teve por base os dados oficiais disponíveis: da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, até 2010.
De acordo com esses números, desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil interrupções, das quais perto de 13.500 foram repetições.
Segundo o estudo, que foi realizado em fevereiro, por ocasião dos cinco anos do referendo da despenalização do aborto, esta reincidência "tem vindo a aumentar consideravelmente".
Só em 2010 houve 4.651 repetições de aborto, das quais 978 representaram duas ou mais repetições.
Além disso, desde o primeiro ano da lei, houve um aumento de 30% no número de abortos anuais: 15 mil no primeiro ano e 19 mil nos seguintes (de 15 mil em 2008 para 34 mil em 2009 e 54 mil em 2010).
No entanto, as complicações associadas a abortos clandestinos baixaram consideravelmente desde 2008.
O estudo revela ainda que a intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.

Para subsidiar abortos não falta dinheiro…
A total inacção em relação ao descalabro do aborto é uma das maiores manchas da actual maioria. Os frutos da grande “conquista” progressista do aborto livre e generosamente subsidiado pelo Estado estão à vista, mas estranhamente esta é uma área para a qual não há qualquer sinal de preocupação na contenção da despesa:
O último estudo feito sobre o número de abortos em Portugal foi realizado pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) e teve por base os dados oficiais disponíveis: da Direcção-geral da Saúde e do Instituto Nacional de Estatística, até 2010. De acordo com esses números, desde 2007 realizaram-se em Portugal mais de 80 mil interrupções, das quais perto de 13.500 foram repetições.
Segundo o estudo, que foi realizado em Fevereiro, por ocasião dos cinco anos do referendo da despenalização do aborto, esta reincidência “tem vindo a aumentar consideravelmente”. Só em 2010 houve 4651 repetições de aborto, das quais 978 representaram duas ou mais repetições.
Além disso, desde o primeiro ano da lei, houve um aumento de 30% no número de abortos anuais: 15 mil no primeiro ano e 19 mil nos seguintes (de 15 mil em 2008 para 34 mil em 2009 e 54 mil em 2010). No entanto, as complicações associadas a abortos clandestinos baixaram consideravelmente desde 2008. O estudo revela ainda que a intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Termina hoje a “Semana da Vida” no Parlamento Europeu

Em Bruxelas chega hoje ao fim “a semana da vida” um encontro promovido pelo Parlamento Europeu. 

Participam diversas organizações e movimentos europeus de defesa da vida e deverá ser aprovada uma petição europeia a favor da vida. 

Temas como o cancro, as células estaminais e o aborto estão em cima da mesa, num debate que já lançou alguns desafios aos líderes europeus, como refere Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida: “Não é possível manter um Estado social, uma Europa social, se não houver nascimentos. O envelhecimento da Europa é uma grande preocupação. O apoio à maternidade e as políticas da família atingem directamente as opções que as pessoas nas suas vidas concretas tomam, nomeadamente a decisão de abortar ou não abortar.” 

A dirigente considera que isto é sinónimo de uma Europa não solidária. “Sabemos que muitas mulheres abortam por falta de condições económicas, isto é uma Europa não solidária. É preciso criar políticas que apoiem as mulheres, e que não apresentem o aborto como uma solução fácil para o futuro.” 

Isilda Pegado vai apresentar ainda esta tarde a experiencia portuguesa desde a legalização do aborto e explicará que a lei portuguesa é injusta e não protege as mulheres. 

A lei que temos é uma lei injusta. É uma lei em que o Estado paga totalmente, subsidia o aborto, e nesse sentido é uma lei contra a vida, contra a família, e que não confere às mulheres portuguesas qualquer protecção, pelo contrário, o que faz é um gasto desregrado e exorbitante dos dinheiros públicos, dos nossos impostos, para destruir vidas humanas”, considera Isilda Pegado.

domingo, 25 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Artigo polémico afirma que recém-nascidos não são pessoas e podem ser mortos

Dois investigadores, um italiano e uma australiana, defendem nas páginas do Journal of Medical Ethics (JME)- uma conceituada publicação da área da medicina - a ideia de aborto pós-parto. De acordo com Alberto Giubilini e Francesca Minerva, do ponto de vista moral, matar um recém-nascido, em nada difere de praticar um aborto.
Os investigadores das universidades de Filosofia de Milão e de Melbourne argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Como nenhum dos dois possui consciência, as mesmas razões que justificam o aborto sustentam o infanticídio.
No resumo da sua exposição explicam que «o aborto pós-parto deveria ser possível em todos os casos em que o aborto o é, e explicitam: «Inclusive quando não há malformações no feto».
Os especialistas em ética médica sustentam, no entanto, que o aborto pós-parto não é uma alternativa ao aborto («realizá-lo nas primeiras semanas da gravidez é a melhor opção», escrevem), no entanto, acrescentam que «se, depois do nascimento, se detectasse alguma doença que não tivesse sido identificada durante a gestação, ou as circunstâncias económicas, sociais ou psicológicas necessárias à educação de uma criança não estivessem reunidas» as pessoas deveriam ter a opção de não ficarem obrigadas criar a criança.

Ameaças de morte
O texto académico foi analisado por órgãos de comunicação social em todo o mundo - desde os britânicos The Telegraph e Daily Mail, passando pelo espanhol El Mundo -, a sua divulgação provocou já a indignação na Internet e os dois académicos estão a ser alvo de ameaças de morte.
Minerva, investigadora em Oxford e Melbourne, explicou ao Daily Mail que a tese foi retirada do seu «contexto teórico e académico» e explica que apesar de, no texto, defender que os recém-nascidos são não-pessoas - por não possuírem consciência da sua própria existência - não teve intenção de defender que se implemente o 'aborto pós-parto'.
O editor do JME, o professor Julian Savulescu (director do Cento Uehiro de Oxford para a Ética Prática) viu-se obrigado a, em 28 de Fevereiro, publicar no blog do JME um post em defesa dos autores e da própria publicação. Queixa-se de que as ameaças de que os autores, e ele próprio, foram alvo, essas sim são perigosas e constituem um acto de censura que «se opõe aos valores de uma sociedade liberal».
É preciso ter cá uma lata. O erro poderá estar nas progenitoras destes energúmenos que não fizeram o que eles próprios propõe.
Serão estes ditos investigadores uns abortos ilegais que por cá ficaram?
Haja respeito pela dignidade da vida. 
MB

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Entrevista a S.A.R., o Senhor Dom Duarte no encerramento das Conferências em Mirandela

S.A.R., o Senhor Dom Duarte Duque de Bragança entrevistado pela comunicação social, nacional e regional, após o encerramento da conferência sobre “O Renascer do Poder Local”, que decorreu no passado dia 1 de Dezembro, em Mirandela.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

BISPO EMÉRITO DE AVEIRO DEFENDE "ECOLOGIA DA PESSOA HUMANA".

O Bispo Emérito de Aveiro reflecte sobre as violações da pessoa e diz que são mais graves que as violações da natureza que os grupos ambientalistas procuram salvaguardar. Na crónica desta semana, o Bispo Emérito aborda questões como o aborto e a violência em ambiente escolar para lembrar que são casos cada vez mais numerosos.

Em prol de uma ecologia da pessoa humana.

Os movimentos ecológicos acordaram, em comum, para a resposta à interpelação urgente de um sinal dos tempos, que se pode traduzir pelo grito de respeito e defesa da natureza criada, ameaçada e, em muitos casos, já destruída, pelos atropelos que contra ela muitas pessoas fazem. Justifica-se a preocupação, dado que se trata de um bem de todos e a todos necessário. O que já se conseguiu neste campo, sobretudo com as crianças e a gente mais nova, é impressionante. Muito é o que se tem feito através da educação nas escolas, das campanhas publicitárias e da multiplicação dos meios adequados e acessíveis que ajudam a respeitar ambiente natural e a saber classificar e recolher resíduos e desperdícios. Se recordarmos o que entre nós se passava há trinta ou quarenta anos, vemos uma diferença abissal neste aspecto, hoje com proveito para toda a gente.

Acontece, porém, que natureza criada é, também, a natureza humana, a pessoa concreta e, no respeito por ela, há ainda muito caminho para andar. É verdade que a defesa da natureza criada e do que ela comporta e significa faz-se em razão das pessoas. Mas não podem parar aí os cuidados comuns. Há, segundo o que vemos e sentimos, a urgência de uma defesa clara da natureza humana, ou seja, das pessoas concretas, frente às agressões graves contra as leis que regem a sua vida.

Pensemos, por exemplo, na distribuição, nos centros de saúde públicos, de anticonceptivos químicos que bloqueiam, interrompem e desviam o curso normal das leis da natureza, muitas vezes com consequências graves na saúde da mulher. Cientistas de grande valor internacional, defendem e provam que os métodos naturais, não por razões morais ou religiosas, mas por razões científicas provadas, são os únicos que respeitam a sequência normal das leis da natureza em relação à concepção de novas vidas.

Atento, desde há muitos anos, a este problema, nunca vi os movimentos de ecologistas preocupados com o que se faz em relação ao aborto e com a destruição das mulheres, protagonistas de primeira importância, humana e social, na procriação. Os raciocínios correntes são redutores e parece interessar mais a eficácia, o imediato sem esforço, que o respeito pela natureza humana e suas leis, em ordem à vida procurada e defendida. Dirão que a ciência tem, também, a sua palavra. Pois que a diga, ao serviço da vida, não da sua destruição.

As violações da pessoa humana são mais numerosas e graves que as violações da restante natureza. Delas passam ao lado muitos ecologistas, delas se ocupa o Estado com mezinhas jurídicas. A sociedade foi-se deixando anestesiar e para tudo encontra justificação? Kabril Gibran, um profeta dos tempos novos, escreveu: “Os homens não têm a felicidade nos lábios, nem a verdade nas suas entranhas, porque a felicidade é filha das lágrimas e a verdade é gerada pela dor”. Quando as pessoas não valem, todas as coisas sobram. Uma ecologia a favor da pessoa humana não pode ser fruto de facilidades, de distracções, de prazeres imediatos. É uma luta diária. A natureza é para as pessoas e são as pessoas que lhe dão sentido e valor consistente.

Ler mais: Rádio Terra Nova

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Espanha poderá ver revista a lei do aborto

Espanha poderá ver revista a lei de interrupção voluntária da gravidez se, como antecipam as sondagens, o PP vencer as eleições de domingo ainda que, até ao momento, se desconheçam os contornos das alterações.

O próprio programa eleitoral do Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy, prevê mudanças na actual legislação para assim, explica, "reforçar" a protecção do direito à vida, especialmente no que toca às menores.

Não se avançam detalhes mas o vice-secretário de Comunicação do PP, Esteban González Pons, recorda que o partido sempre se opôs a alguns elementos da lei em vigor e discorda, em particular com o facto de que menores abortem sem o conhecimento dos pais.

A par dessa mudança, explicou recentemente, o PP quer "procurar uma fórmula que preserve o direito à vida", ecoando declarações de uma outra dirigente do partido e ex-ministra da Saúde, Ana Pastor, que confirmou a vontade de alterar a lei em vigor há pouco mais de um ano.

Para Pastor, que coordena a participação social do PP, a lei é "injusta e desnecessária".

Os comentários de Ana Pastor suscitaram criticas imediatas do PSOE que acusa os conservadores de "voltar ao passado" e de "procurar limitar os direitos das mulheres".

A causa da polémica é a reforma da lei do aborto de 2010, que liberaliza até às 14 semanas e reduz para os 16 anos a maioria de idade para decidir sobre uma interrupção voluntária da gravidez.

Fonte: SIC Notícias

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ministro da Saúde descarta alteração à lei do Aborto

O ministro da Saúde descartou a possibilidade de alterar a lei do aborto em Portugal, embora reconheça os “custos significativos” que tem para o Serviço Nacional de Saúde, lembrando que esta foi uma decisão dos portugueses.

No final de um encontro onde falou sobre “O Futuro do Sistema de Saúde Português”, um advogado presente na plateia questionou Paulo Macedo sobre as suas intenções quanto à atual lei da interrupção voluntária da gravidez.

Paulo Macedo respondeu que essa foi uma decisão política com os custos inerentes à sua tomada e na qual não tenciona mexer.

“Não sou favorável a referendos sucessivos. Há um custo significativo, mas Portugal decidiu assim”, afirmou o ministro, citado pela Lusa.

Vários líderes religiosos cristãos, judaicos e muçulmanos têm recebido, desde finais de julho, uma carta a solicitar o seu apoio à recolha de assinaturas para um referendo que visa garantir a “inviolabilidade da vida humana” na legislação portuguesa.

O grupo promotor desta iniciativa manifesta a sua intenção de “banir o ‘aborto a pedido’ e atalhar a eutanásia”.

“As 70 000 vítimas do aborto chamam por nós”, pode ler-se neste documento.

Nesse sentido, considera-se que nos referendos sobre a legalização do aborto, “os votantes de 1997 e 2007 não estavam a decidir sobre o seu próprio direito à vida, mas apenas sobre o direito de terceiros, sem voz nem voto”.

A “comissão pro referendo Vida” tem a seguinte constituição: Leonor Ribeiro e Castro, Maria das Dores Folque, Vera de Abreu Coelho, Carlos Fernandes, Luís Botelho, Luís Paiva, Miguel Lima, Rodrigo Castro.

Fonte: Agência Ecclesia

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Discurso de S.A.R., O Senhor Dom Duarte no almoço em Oliveira S. Pedro


S.A.R., O Senhor Dom Duarte, da Sereníssima Casa de Bragança, discursa depois do almoço realizado em Oliveira S. Pedro:

"Um povo que mantém as suas raízes é um povo que tem futuro.

Um povo sem raízes, desaparece.

Um povo que por incúria, por desleixo, deixa passar uma lei que permite que as crianças não nasçam e sejam mortas, isto não é aceitável, nem pelos homens, nem por Deus.

Não podemos esperar que Deus nos ajude enquanto mantivermos uma lei de genocídio das crianças".

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PP quer revogar lei do aborto em Espanha

Uma alta dirigente do Partido Popular (PP) espanhol confirmou que o partido tenciona revogar a actual lei do aborto em Espanha, em vigor há menos de um ano, se vencer as eleições de 20 de Novembro.

Ana Pastor, ex-ministra da Saúde e coordenadora da participação social do PP - partido que as sondagens dão como claro vencedor no dia 20 de Novembro - considera que a lei é "injusta e desnecessária".

Pastor recordou que o PP mantém a decorrer o recurso contra a lei junto do Tribunal Constitucional e, por isso, se for eleito, o partido vai avançar com a revogação da lei.

Os comentários de Ana Pastor suscitaram críticas imediatas do PSOE, ainda no Governo, que acusa os conservadores de "voltar ao passado" e de "procurar cortar os direitos das mulheres".

Em comunicado, duas dirigentes do PSOE, a secretária de Políticas de Igualdade, Soledad Cabezón, e a secretária de bem-estar social, Marisol Pérez, contestam a posição do PP.

"As mulheres deste país não vão consentir que se cortem os direitos que conseguiram, por mais que o PP queira, com este tipo de declarações, contentar os sectores mais radicais e conservadores da sociedade", refere o comunicado.

Fonte: DN


Para além de monárquico, sou cristão, patriota, humanista, ecologista e defensor da vida. Aguardo, com expectativa, para ver o que os nossos políticos monárquicos, cristãos, patriotas, humanistas e ambientalistas, recentemente eleitos pelos diversos partidos republicanos, tais como social-democrata, democrata cristão e mesmo socialista, irão fazer nesta legislatura em favor da vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Liechtenstein rejeita liberalização do aborto

O estado mais pequeno da Europa rejeitou a liberalização do aborto em referendo no passado Domingo.

A proposta, que veria a legalização do aborto até às 12 semanas e mais tarde em casos de anomalias fetais, foi rejeitado por 52% da população, contra 48% que votou a favor, isto apesar de projecções indicarem que o “Sim” venceria.


Fonte: Renascença

sábado, 17 de setembro de 2011

ONU: Vaticano critica financiamento a programas de aborto

Posição assumida no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas


O Vaticano qualificou esta quinta-feira como “totalmente inaceitáveis” as tentativas de financiar projetos de contraceção e aborto no plano de cuidados de saúde materna.

Na 18ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, o observador permanente da Santa Sé disse esperar que “a comunidade internacional consiga reduzir a mortalidade materna promovendo intervenções eficazes, que se baseiem nos valores mais profundos e no conhecimento médico e científico, respeitando a sacralidade da vida desde a sua conceção à morte natural”.

“Pensamos que é totalmente inaceitável que o assim chamado ‘aborto seguro’ seja promovido pelo relatório discutido durante esta sessão do Conselho dos Direitos Humanos ou, ainda mais significativamente, pela Estratégia Global das Nações Unidas para a Saúde das Mulheres e Crianças”, declarou D. Silvano Tomasi.

Falando na sede das agências especializadas das Nações Unidas, em Genebra, Suíça, o arcebispo italiano apelou a uma abordagem baseada nos direitos humanos para eliminar a mortalidade materna que é prevenível.

“A comunidade internacional tem de reconhecer, com profundo pesar, que não fez os progressos suficientes para prevenir as cerca de 350 mil mortes que ocorrem anualmente durante a gravidez e o parto”, disse.

Quarta-feira, na mesma sessão, o prelado aludiu à questão do tráfico de seres humanos, um fenómeno que envolve cerca de três milhões de pessoas por ano e cerca de 30 mil milhões de dólares.

Para o representante católico, a comunidade internacional deve “colocar no centro a dignidade da pessoa”, assegurando a “punição para os traficantes” e o combate à corrupção.

D. Silvano Tomasi concluiu com um apelo à “colaboração entre os vários organismos preocupados com este problema”.

A 18ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU decorre em Genebra até ao próximo dia 30.


Fonte: Ecclesia

terça-feira, 6 de setembro de 2011

ABORTO – Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar

1. Portugal tem desde há 4 anos uma lei que permite o aborto livre a pedido, até às 10 semanas de gestação.

2. Quando, por altura do referendo o País se confrontou com tal mancha histórica, foi prometida uma lei que protegesse as mulheres e conferisse melhores condições para o exercício da maternidade.

3. Volvidos 4 anos assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte.

Aos mais carenciados é oferecido o aborto para “colmatar” as dificuldades que apresentam.

Milhares de mulheres foram vítimas de pressões e constrangimentos vários, e arrastados ao horror do aborto.

4. Em 4 anos, só por via do aborto legal mais de 60.000 crianças deixaram de nascer. É como se uma cidade (como Aveiro), de repente, ficasse totalmente despovoada e os edifícios e monumentos nela existentes não tivessem quem os habitasse. Apenas o silêncio nas ruas e nas praças e as folhas arrastadas pelo vento.

5. Muitas das “vozes autorizadas” que no referendo defenderam o sim têm agora tomado posição pública contra a regulação e prática do aborto que vigora.

6. O País confronta-se com um dramático pedido às famílias de redução de salários e prestações sociais. Por outro lado o Estado continua a pagar e oferecer gratuitamente o aborto, o avião, o táxi, o hotel e o subsídio de maternidade a quem voluntariamente (ou coagida, uma vez que o Estado não sabe) põe fim a uma gravidez.

7. Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado; já se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado.

8. Milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros do abono de família para os filhos que tiveram, mas o Estado paga-lhes centenas de euros no caso de decidirem abortar.


Assim,

Peticiona-se à Assembleia da República que


A) Reconheça o flagelo do aborto que de norte a sul, varre o País desde há 4 anos destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia gerando desemprego e depressão.

B) Que tome medidas legislativas no sentido de:

a) Proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social.

b) Rever para já a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto.

c) Permitir que todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência) possam intervir no processo de aconselhamento a grávidas.

d) Apoiar as Instituições que no terreno ajudam mulheres e crianças em risco, de uma forma criteriosa e realista.

e) Fazer cumprir os Direitos Humanos nomeadamente no que tange com o inviolável Direito à Vida e o eminente direito ao reconhecimento da dignidade de cada ser humano.

f) Gerir com critérios de “bem comum” os escassos recursos do País e por isso, deixe de “cobrir de dinheiro” o aborto.

Os signatários (assine também aqui)


É importante recordar, que fomos dos poucos partidos políticos que assumidamente afirmamos estar contra o aborto.

A actual lei escraviza as mulheres, que geralmente são obrigadas a abortar, muitas vezes não por vontade própria mas da família, do companheiro ou mesmo do patrão ou da empresa.

De uma maneira geral, as mulheres prefeririam ter apoios do Estado para poderem ter o filho, mas o Estado actua em sentido inverso, pagando um subsídio a quem aborta. É que depois de cortar nos tratamentos de fertilidade, o Estado continua a subsidiar o aborto.

Muitos falam da “vitimização” da mulher, por assumir o seu acto natural de ser mãe, mas poucos falam do homicídio à nova vida humana, o que perpetua a peste branca, que assistimos passivamente.

É importante que todos os defensores da dignidade da pessoa humana e dos direitos do Homem se associem, sobretudo quando a vida humana antes de nascer está ameaçada. Em Portugal, são mortas por aborto todos os dias 53 bebés, legalmente! Provavelmente serão muito mais já que não estão contabilizados os abortos clandestinos que existem.

Chega, basta, acordem, em nome da uma falsa “liberdade”, não se protegem os mais vulneráveis e a naturalidade da VIDA!


Manuel Beninger

O aborto gratuito é ofensivo

I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).


II. O Estado não deve considerar que o aborto é crime até x semanas, sim senhora, mas também não deve instituir o aborto gratuito no seu serviço de saúde. O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.

Em qualquer cenário financeiro, este aborto gratuito seria sempre uma política imoral. Ora, no nosso contexto de crise, esta política sobe vários níveis de imoralidade. É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.


Fonte: Expresso

terça-feira, 31 de maio de 2011

PPM promete voltar a referendar lei da interrupção da gravidez

O candidato do Partido Popular Monárquico pelo círculo eleitoral de Braga, Manuel Beninger, garante que, no caso de ser eleito, «apresentará uma proposta de realização de um novo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez».

«Na nossa opinião o resultado eleitoral não tornou o referendo juridicamente vinculativo, tendo sido o “não”, a manifestação da maioria dos portugueses, através do seu direito ao absentismo», ou seja, «mais de quatro milhões de portugueses não afirmaram a sua vontade efectiva de mudar a lei vigente, tendo sido aprovada a nova lei com apenas 25 por cento dos eleitores».

O PPM recorda que foi «dos poucos partidos políticos que assumidamente se afirmou contra o aborto, não tomando parte na campanha eleitoral, por se tratar, em nosso entender, de uma questão ética e de consciência pessoal e não de uma questão de política partidária».

Manuel Beninger considera que «a actual lei escraviza as mulheres, que geralmente são obrigadas a abortar, muitas vezes não por vontade própria, mas da família, do companheiro ou mesmo do patrão ou da empresa», entendendo que, de uma maneira geral, «as mulheres prefeririam ter apoios do Estado para poderem ter o filho, mas o Estado actua em sentido inverso, pagando um subsídio a quem aborta».

«Muitos falam da “vitimização” da mulher, por assumir o seu acto natural de ser mãe, mas poucos falam do homicídio à nova vida humana, sobretudo quando está ameaçada antes de nascer», realça o PPM, referindo que «em Portugal são mortas legalmente por aborto 53 bebés todos os dias».

Jornal “Diário do Minho” de 31 de Maio, pág. 10