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Manuel Beninger

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sexta-feira, 8 de março de 2013

Liderança feminina


A liderança no feminino terá porventura um efeito multiplicador na produtividade, e crescimento económico sustentável de um país.
A literatura é vasta e aponta às mulheres um estilo de liderança transformacional que se apoia nas habilidades interpessoais, as mulheres trabalham em grupo, são inclusivas, relacionais e cooperantes, flexíveis em termos de abordagem, têm boa capacidade de entender, de motivar e de se adequar ao perfil de cada membro da sua equipa, exercem a liderança definindo estratégias e alinhando as pessoas, com vista a atingir os resultados consistentes com a missão e os objectivos da organização, trabalhadoras, perseverantes e criativas, preparam-se excessivamente para tudo, o que as faz adiar decisões e perder oportunidades de promoção. Para Frankel (2007) “todas as mulheres são naturalmente líderes”, os talentos naturais entre os quais se inclui a partilha, apetência pelo trabalho em rede e pela negociação, a sensibilidade emocional e a empatia, a capacidade de conciliar diversas tarefas ou a facilidade de comunicação verbal, o forte perfil analítico, a grande capacidade de planeamento, a aptidão de ver o todo, a generosidade, harmonia e posição participativa, a habilidade na negociação e na resolução de problemas, são atributos essenciais para uma boa liderança. Esta afirmativa teórica leva-nos a perguntar, o que se passa na prática?
Na Europa as mulheres representam 60% dos licenciados e constituem 44% da força do trabalho, apenas 13,5% têm lugar nos conselhos de administração das grandes empresas e somente 2,5% se sentam na cadeira do poder. A Finlândia lidera a lista dos dez países com mais mulheres em cargos ministeriais, logo seguida por Cabo Verde, Espanha, Noruega e Chile. Entre os Países de Língua Portuguesa surge curiosamente o Brasil com menos mulheres a ocuparem cargos parlamentares e ministeriais. Nos ministérios governamentais, a equidade é maior em Cabo Verdecom 53,3% de mulheres representadas. A nível do poder legislativo evoluiu-se de 11% para 21%, enquanto no campo judicial, a proporção de mulheres procuradoras passou de 15% para 21%. Na Noruega as politicas de ordem conseguiram que a representação feminina evolui-se de 22% para 40% na liderança de empresas, entre 2003 e 2008. Na França a imposição de uma quota feminina de 40% às suas melhores empresas reforçou a presença das mulheres na liderança em 10%, tendo sido a média da Europa de 0,5% em 2010 e 1,9% em 2011. A Vice-Presidente da Comissão Europeia e responsável pela área da Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania lançou, em 2011, um desafio aberto a todas as empresas europeias cotadas em bolsa, com vista ao seu comprometimento voluntário para aumentarem a presença feminina nas suas direções, passado pouco mais de um ano, apenas 26 empresas assinaram o documento e, destas, só uma é portuguesa. Em Portugal existe uma Resolução do Conselho de Ministros, que veio tornar obrigatória a adoção de planos de igualdade em todas as entidades do sector empresarial e do Estado. Um estudo sobre as “Mulheres na Política (2010)”, publicado pela União Interparlamentar e Divisão da Promoção da Mulher das Nações Unidas, revela que a promoção das mulheres para cargos de topo tem sido eficaz ao nível governamental. O mesmo estudo revela, ainda, que 10% dos países membros da ONU têm mulheres chefes de Estado e que a média global de mulheres parlamentares atingiu 18,8%. Também as empresas europeias que apostam na igualdade de género registam percentagens mais elevadas de mulheres em lugares de chefia, no entanto, nas mil maiores multinacionais europeias, apenas 3% das presidentes são figuras femininas. A Comissão Europeia, defende que promover uma efetiva igualdade entre homens e mulheres é essencial para que a União Europeia dê resposta à atual crise económica, por isso, determina que, em 2015, 30% dos membros dos conselhos de administração sejam mulheres, tendo a representação feminina que passar para 40%, até 2020.
Verificado este evoluir, sem evolução e também sem grandes soluções para a complexidade deste fenómeno, entendo, apenas, que as mulheres necessitam de aceitar menos os estereótipos, que lhes atribuem o papel de cuidadoras e assumir a partilha de responsabilidades parentais. Também é inegável a adoção, por parte das organizações, de práticas e políticas de gestão que favoreçam a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal, contributos determinantes para que as mulheres possam assumir responsabilidades como dirigentes de topo ou como gestoras do seu próprio negócio. Por último, julgo ser de grande valia incluir de forma ativa os homens na vida privada, promovendo e reforçando as suas competências parentais, assim como, o acesso das mulheres à vida pública.

Sílvia Oliveira
Deputada pelo PPM na Assembleia Municipal de Braga
Jornal "Diário do Minho" de 8 de Março, pág. 19

terça-feira, 6 de setembro de 2011

ABORTO – Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar

1. Portugal tem desde há 4 anos uma lei que permite o aborto livre a pedido, até às 10 semanas de gestação.

2. Quando, por altura do referendo o País se confrontou com tal mancha histórica, foi prometida uma lei que protegesse as mulheres e conferisse melhores condições para o exercício da maternidade.

3. Volvidos 4 anos assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte.

Aos mais carenciados é oferecido o aborto para “colmatar” as dificuldades que apresentam.

Milhares de mulheres foram vítimas de pressões e constrangimentos vários, e arrastados ao horror do aborto.

4. Em 4 anos, só por via do aborto legal mais de 60.000 crianças deixaram de nascer. É como se uma cidade (como Aveiro), de repente, ficasse totalmente despovoada e os edifícios e monumentos nela existentes não tivessem quem os habitasse. Apenas o silêncio nas ruas e nas praças e as folhas arrastadas pelo vento.

5. Muitas das “vozes autorizadas” que no referendo defenderam o sim têm agora tomado posição pública contra a regulação e prática do aborto que vigora.

6. O País confronta-se com um dramático pedido às famílias de redução de salários e prestações sociais. Por outro lado o Estado continua a pagar e oferecer gratuitamente o aborto, o avião, o táxi, o hotel e o subsídio de maternidade a quem voluntariamente (ou coagida, uma vez que o Estado não sabe) põe fim a uma gravidez.

7. Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado; já se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado.

8. Milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros do abono de família para os filhos que tiveram, mas o Estado paga-lhes centenas de euros no caso de decidirem abortar.


Assim,

Peticiona-se à Assembleia da República que


A) Reconheça o flagelo do aborto que de norte a sul, varre o País desde há 4 anos destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia gerando desemprego e depressão.

B) Que tome medidas legislativas no sentido de:

a) Proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social.

b) Rever para já a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto.

c) Permitir que todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência) possam intervir no processo de aconselhamento a grávidas.

d) Apoiar as Instituições que no terreno ajudam mulheres e crianças em risco, de uma forma criteriosa e realista.

e) Fazer cumprir os Direitos Humanos nomeadamente no que tange com o inviolável Direito à Vida e o eminente direito ao reconhecimento da dignidade de cada ser humano.

f) Gerir com critérios de “bem comum” os escassos recursos do País e por isso, deixe de “cobrir de dinheiro” o aborto.

Os signatários (assine também aqui)


É importante recordar, que fomos dos poucos partidos políticos que assumidamente afirmamos estar contra o aborto.

A actual lei escraviza as mulheres, que geralmente são obrigadas a abortar, muitas vezes não por vontade própria mas da família, do companheiro ou mesmo do patrão ou da empresa.

De uma maneira geral, as mulheres prefeririam ter apoios do Estado para poderem ter o filho, mas o Estado actua em sentido inverso, pagando um subsídio a quem aborta. É que depois de cortar nos tratamentos de fertilidade, o Estado continua a subsidiar o aborto.

Muitos falam da “vitimização” da mulher, por assumir o seu acto natural de ser mãe, mas poucos falam do homicídio à nova vida humana, o que perpetua a peste branca, que assistimos passivamente.

É importante que todos os defensores da dignidade da pessoa humana e dos direitos do Homem se associem, sobretudo quando a vida humana antes de nascer está ameaçada. Em Portugal, são mortas por aborto todos os dias 53 bebés, legalmente! Provavelmente serão muito mais já que não estão contabilizados os abortos clandestinos que existem.

Chega, basta, acordem, em nome da uma falsa “liberdade”, não se protegem os mais vulneráveis e a naturalidade da VIDA!


Manuel Beninger

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Princesa Lalla Aicha de Marrocos, conhecida por ter tirado o véu em público nos anos 40, morreu aos 81 anos

A princesa marroquina Lalla Aicha, filha do defunto rei de Marrocos, Mohamed V, irmã do seu sucessor, Hassan II, e tia do actual monarca, Mohamed VI, que ficou conhecida por ter tirado o véu em público nos anos 40, morreu no domingo aos 81 anos, informou a Casa Real marroquina.

A princesa, que era a irmã mais velha do já falecido rei Hasán II, apareceu em público com a cabeça descoberta ao lado do seu pai em Tânger em 1947, quando era impensável que uma mulher muçulmana surgisse em público sem véu.

Lalla Aicha, que na altura tinha 16 anos, não só surgiu em público vestida como uma ocidental como deu um discurso em que reivindicou a necessidade de escolarização da mulher marroquina num país que apenas alcançou a independência nove anos depois.

Esta aparição da chamada "princesa nacionalista" tornou-a num símbolo em Marrocos, onde muitas vezes se repete que foi ela a primeira feminista na história no país, tanto pelo seu discurso como pela sua aparência.

Após a morte de seu pai, Mohammed V, o seu irmão de Hassan II nomeou-a embaixadora do Reino de Itália, Grécia e mais tarde o Reino Unido, mas desde 1973 não ocupava nenhuma posição oficial.


Fonte: Lusa